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terça-feira, 11 de março de 2014

O TEMPO




 

                            Não estou fazendo referência ao tempo da “folhinha” ou do amadurecimento como disse Drummond. O tempo, que hoje interessa, é aquele em que os meteorologistas apresentam. Aquele que fez dos próprios meteorologistas uns “personagens” ou possivelmente “o personagem” de qualquer programa televisivo.

 

                            A importância desse tempo é medida pelos apresentadores. Enquanto outrora poderia ser “qualquer um”, hoje não se admite que a apresentadora (ou apresentador) do tempo seja menos que, no mínimo, alta, magra, cabelos impecáveis e sapatos que indique a moda ou o marketing da empresa fornecedora. Tudo virou um espetáculo, como tudo vira na sociedade, já disse Debord.

 

                            Todos sabem - ou ao menos eu acho que todos fazem assim, quando nos aproximamos de alguém qual o elo de ligação para dar início a uma conversa? Oi, tudo bem? Será que vai chover? Quando tempo perdurará o calor? E a agricultura vai ser afetada? O mês de janeiro é melhor que o de fevereiro para ir à praia?

 

                            Por isso que o tempo, ou sua apresentação, tornou os apresentadores celebridades. Vocês já viram o vestido que foi usado ontem pela mulher que dá a previsão do tempo?

 

                            Pois bem, quarta-feira desta semana o tempo “virou” em Lagoa Vermelha. Houve uma tempestade que, como a maioria, não durou muito, porém os estragos foram imensos. E aqui está incluído centro, bairros e comunidades do interior.

 

                            Nada a ver com aquecimento global, derretimento de geleiras, etc. Entretanto, tudo a ver que as ações pontuais do homem, como a minoria mal-educada que teima em “brigar com e evolução” e manter o infeliz procedimento de largar lixo no chão, de não respeitar horários de coletas, condição que contribui decisivamente para entupir bueiros, represar entulhos, etc., e muitos etc.

 

                            Evidente que há ações pendentes do Poder Público, talvez ações que deveriam ter sido realizadas muito tempo atrás. Contudo, é também inegável, que a vida em comunidade deve ser pautada pela contribuição de todos, pois as consequências advindas do descaso deságuam, com perdão do trocadilho, em tudo que se viu nesta semana.

 

NO FIM

 

                            Consciência.        

 

 

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