Em mais
uma das inúmeras discussões que travo comigo mesmo (fato cada vez mais
recorrente) sobre a busca de um estado satisfatoriamente animador, voltei em
Ferry.
Vamos
combinar, pensei eu no inicio, mudou o horário, outra vez. O indicativo mais
apropriado é que retornaremos em breve ao período do frio, onde ficaremos com
saudades do calor, que presente leva ao sentimento mudar de lado e por isso
mudar a saudade.
A presença
da ausência traduz uma palavra genuinamente da língua portuguesa. A única forma
de não deixá-la com a batuta na mão é voltar a tudo aquilo que nunca entendemos
muito bem. É assim que funciona, como a mudança do horário ou mesmo com a
mudança das estações (Renato: mudaram as estações, nada mudou).
TINGA
Qualquer,
e digo qualquer mesmo, manifestação de racismo é nojenta, é desumana, é a forma
como um ser humano se apresenta no estado mais primitivo, mais ignorante.
O fato
ocorrido com o jogador Tinga não é nenhuma novidade. O mesmo, em Caxias do Sul,
já tinha sofrido com episódio semelhante. Quem não lembra do imbecil Antonio
Carlos, então jogador do Juventude, que fez um sinal (passando o dedo sob sua
pele) numa clara manifestação de racismo?
Por que
tudo isso?
Por tais
razões que afirmo, e muitas vezes sou incompreendido, que odeio o ser humano,
talvez porque o contraponto em tais condições não ultrapasse a esfera
metafísica, sem que concretamente alguém pague por isso.
BEIRA-RIO
Como
disse Quintana certa feita e como eu copio sempre, a gente nunca sai da casa
onde nasceu.
Uma das
minhas casas abriu novamente suas portas, o que indiscutivelmente apontou para
que a minha emoção aflorasse. Sou assim, também. Viva o Beira-Rio!
NO FIM
Quero
mandar um abraço para a amiga Silvana do Cartório Eleitoral, estendido ao tio Zeca, pessoas solícitas, queridas, e sempre
atentas ao bem comum.
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