O choro é livre.
Aliás, ainda é algo que podemos fazer sem pagar qualquer taxa. Por enquanto. O
exemplo clássico é no futebol, é o combustível das discussões, porém, como
tudo, têm limites.
A equipe que aluga
um estádio no bairro Humaitá em Porto Alegre é prodígia neste quesito, para
ficarmos ainda na nomeclatura do carnaval. Quando a culpa não é do árbitro é
dos auxiliares; quando não é o campo é a torcida; quando não é a bola é a
chuva, e por ai vai.
Tudo e todos estão
contra. Agora, quando é para o seu lado, para os seus interesses, o silêncio é
a tônica. Ninguém fala do conjunto de pênaltis que recorrentemente são marcados
em seu favor e os salvam especialmente em grenais. Absolutamente ninguém
confirma que num jogo de futebol há duas equipes e, por isso, as duas estão
sujeitas as imperfeições também do gramado. Ninguém diz que a banca paga e a
banca também recebe, ou seja, se hoje você foi “prejudicado” amanhã será
“beneficiado”. Isso também é futebol!
Claro que fico
sujeito a perder um dos meus preciosos dezessete leitores com tal enfadonho assunto,
mas, confesso, esse choro me cansa.
GRANDE
BELEZA
Tenho resistência a
dar “dicas” de filmes (apesar de não ter nenhuma quanto a livros), especialmente
porque não tenho tal pretensão e não me acho habilitado para tanto (nem para os
livros), mas superarei isso para falar de um especialmente: A Grande Beleza.
Nada a ver com Oscar
ou outra qualificação midiática. Mas, tudo a ver com a qualidade da produção e,
sobretudo com a dinâmica dos diálogos.
Mais uma vez a vida
cotidiana enfrenta seus males, seus medos e suas escolhas.
Assistam, mas não se
impressionem (negativamente) com o seu início.
NO
FIM
Dê um abraço.
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