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terça-feira, 11 de março de 2014

CHORO




 

                            O choro é livre. Aliás, ainda é algo que podemos fazer sem pagar qualquer taxa. Por enquanto. O exemplo clássico é no futebol, é o combustível das discussões, porém, como tudo, têm limites.

 

                            A equipe que aluga um estádio no bairro Humaitá em Porto Alegre é prodígia neste quesito, para ficarmos ainda na nomeclatura do carnaval. Quando a culpa não é do árbitro é dos auxiliares; quando não é o campo é a torcida; quando não é a bola é a chuva, e por ai vai.

 

                            Tudo e todos estão contra. Agora, quando é para o seu lado, para os seus interesses, o silêncio é a tônica. Ninguém fala do conjunto de pênaltis que recorrentemente são marcados em seu favor e os salvam especialmente em grenais. Absolutamente ninguém confirma que num jogo de futebol há duas equipes e, por isso, as duas estão sujeitas as imperfeições também do gramado. Ninguém diz que a banca paga e a banca também recebe, ou seja, se hoje você foi “prejudicado” amanhã será “beneficiado”. Isso também é futebol!

 

                            Claro que fico sujeito a perder um dos meus preciosos dezessete leitores com tal enfadonho assunto, mas, confesso, esse choro me cansa.

 

GRANDE BELEZA

 

                            Tenho resistência a dar “dicas” de filmes (apesar de não ter nenhuma quanto a livros), especialmente porque não tenho tal pretensão e não me acho habilitado para tanto (nem para os livros), mas superarei isso para falar de um especialmente: A Grande Beleza.

 

                            Nada a ver com Oscar ou outra qualificação midiática. Mas, tudo a ver com a qualidade da produção e, sobretudo com a dinâmica dos diálogos.

 

                            Mais uma vez a vida cotidiana enfrenta seus males, seus medos e suas escolhas.

 

                            Assistam, mas não se impressionem (negativamente) com o seu início.

 

NO FIM

 

                            Dê um abraço.

 




 

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