O QUE SERÁ?
Ando sem
inspiração, mas não perdi a oportunidade de presenciar um episódio sui generis. Estou no elevador quando foi solicitado à
ascensorista para “apertar no nono”. Evidente que a referência era ao andar e
não, como alguém pensou e agiu, ao apertar no pacato senhor que estava por lá.
Aliás, o elevador é um local estranho e já
adianto que não gosto. Talvez por que numa oportunidade tive o privilégio de ficar quase uma hora trancado no interior
de um na companhia de pessoas igualmente estranhas.
O
objetivo seria o 10º andar. Já “arrancamos de soco”, no prenúncio de que algo
estava fora dos trilhos. Não passamos do 3º andar, provavelmente entre este e o
imediatamente posterior, e tudo parou, o elevador, o barulho, a conversa e as
luzes, estas de funcionar, obviamente.
Elevador
espaçoso. Como sempre, cheio de pessoas e objetos, com o agravante de estarmos
num dia chuvoso, onde os guarda-chuvas se apresentavam com uma importância
proporcional a todos os demais, objetos e pessoas, depositados no interior do
“veículo”.
Parado o
deslocamento, iniciada as novas conversas. As primeiras sobre os motivos do
blecaute, passando pela claustrofobia, pelo atraso no compromisso, pelo “debaixo
é o meu” e pelo tempo que ficaríamos nesta condição.
Não
estava tão quente, porém começava a ficar. Veio o aviso de que o elevador
sempre “trancava”, independente da condição, dia, horário ou mesmo número de
pessoas em seu interior.
Mas, o
pior: poderia demorar mais de hora para que o problema fosse solucionado. O
nôno começou a suar. O elevador a balançar. O de gravata a olhar para o
relógio, mesmo que o escuro não permitisse. Alguém falou sobre os herdeiros.
Uma disse que seu cachorro estava sozinho. E, eu, só pensando que aquela joça poderia despencar a qualquer momento.
A
continuidade e como tudo terminou ficará para o futuro ou na imaginação de quem
quiser.
NO FIM
As experiências
nos tornam eficazes.
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