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sexta-feira, 3 de agosto de 2012


O QUE SERÁ?



                  

                            Ando sem inspiração, mas não perdi a oportunidade de presenciar um episódio sui generis. Estou no elevador quando foi solicitado à ascensorista para “apertar no nono”. Evidente que a referência era ao andar e não, como alguém pensou e agiu, ao apertar no pacato senhor que estava por lá.



                            Aliás, o elevador é um local estranho e já adianto que não gosto. Talvez por que numa oportunidade tive o privilégio de ficar quase uma hora trancado no interior de um na companhia de pessoas igualmente estranhas.



                            O objetivo seria o 10º andar. Já “arrancamos de soco”, no prenúncio de que algo estava fora dos trilhos. Não passamos do 3º andar, provavelmente entre este e o imediatamente posterior, e tudo parou, o elevador, o barulho, a conversa e as luzes, estas de funcionar, obviamente.



                            Elevador espaçoso. Como sempre, cheio de pessoas e objetos, com o agravante de estarmos num dia chuvoso, onde os guarda-chuvas se apresentavam com uma importância proporcional a todos os demais, objetos e pessoas, depositados no interior do “veículo”.



                            Parado o deslocamento, iniciada as novas conversas. As primeiras sobre os motivos do blecaute, passando pela claustrofobia, pelo atraso no compromisso, pelo “debaixo é o meu” e pelo tempo que ficaríamos nesta condição.



                            Não estava tão quente, porém começava a ficar. Veio o aviso de que o elevador sempre “trancava”, independente da condição, dia, horário ou mesmo número de pessoas em seu interior.



                            Mas, o pior: poderia demorar mais de hora para que o problema fosse solucionado. O nôno começou a suar. O elevador a balançar. O de gravata a olhar para o relógio, mesmo que o escuro não permitisse. Alguém falou sobre os herdeiros. Uma disse que seu cachorro estava sozinho. E, eu, só pensando que aquela joça poderia despencar a qualquer momento.



                            A continuidade e como tudo terminou ficará para o futuro ou na imaginação de quem quiser.



NO FIM



                            As experiências nos tornam eficazes.

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