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sexta-feira, 18 de maio de 2012


O CASO E O DESCASO



                            Todos já estão cansados da pendenga que envolve o jogador Oscar, o Internacional, o São Paulo, o TRT paulista, o TST e a CBF. Ninguém aguenta mais tanta hipocrisia, demagogia e má-fé. Acho que até os gremistas, mesmo aqueles que alimentaram as redes sociais com a informação do parentesco do Ministro Caputo Bastos com um advogado, ex-dirigente colorado, ministro aposentado do TST, achando que isso era fato importante para a solução em favor do clube paulista, estão cansados.



                            A resistência do “cinturão paulista” no comando da CBF em acatar uma ordem judicial beira o ridículo e faz com que todos, sobretudo operadores das lides forenses, fiquem de cabelo em pé e muito preocupados.



                            Aqui não se trata de concordar com uma decisão ou outra. Diz respeito especificamente em “se fazer de bobo”, dizer que não entendeu, com o único fito de protelar o cumprimento de uma ordem judicial.



                            Por outro lado, no caminho inverso, quando é a CBF, que deveria no mínimo proteger os clubes brasileiros sob todas as circunstâncias, faz exatamente o contrário, ou seja, enquanto deveria agilizar e prestar as informações que objetivam resguardar direitos de uma equipe brasileira “não consegue”, deliberadamente, complicando tudo mais ainda.



                            E tal condição é sim porque se trata de um clube gaúcho em relação a um clube paulista, que poderia ser carioca, o que absolutamente nada alteraria o procedimento.



                            Quando os gaúchos cantam o Hino Riograndense sobre o Hino Nacional, propositadamente, é uma forma de desabafo, de compensar o desrespeito como o atual que se apresenta no âmbito futebolístico, mas que outrora o foi/é no econômico, no cultural, entre tantos outros.





                            Quando nos dizemos que somos gaúchos antes de sermos brasileiros e que o melhor estado da federação é Santa Catarina por dividir o nosso estado com o país, nada mais é do que a expressão e o sentimento de que efetivamente somos deslocados e, talvez, pelo povo, pelo clima, pela maneira de ser, pela forma de agir e, especialmente, pelo ciúme e a inveja, sermos uma parte que está fora dos limites que deveria estar.



                            O resultado de tudo isso não importa mais. O estrago já foi consolidado. O desrespeito a tudo e notadamente a uma ordem judicial para mim foi o ápice. Nada mais devo esperar.



NO FIM



                            Com a licença dos contrários e esclarecendo que não se trata de oportunismo, pois já tinha expressado minha torcida pela Costa do Marfim na copa do mundo de 2006, não me vejo mais, sob qualquer hipótese, torcendo pela seleção brasileira e por tudo em que a CBF esteja envolvida.  



                           
















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