O
CASO E O DESCASO
Todos já estão
cansados da pendenga que envolve o jogador Oscar, o Internacional, o São Paulo,
o TRT paulista, o TST e a CBF. Ninguém aguenta mais tanta hipocrisia, demagogia
e má-fé. Acho que até os gremistas, mesmo aqueles que alimentaram as redes
sociais com a informação do parentesco do Ministro Caputo Bastos com um
advogado, ex-dirigente colorado, ministro aposentado do TST, achando que isso
era fato importante para a solução em favor do clube paulista, estão cansados.
A resistência do
“cinturão paulista” no comando da CBF em acatar uma ordem judicial beira o
ridículo e faz com que todos, sobretudo operadores das lides forenses, fiquem
de cabelo em pé e muito preocupados.
Aqui não se trata de
concordar com uma decisão ou outra. Diz respeito especificamente em “se fazer
de bobo”, dizer que não entendeu, com o único fito de protelar o cumprimento de
uma ordem judicial.
Por outro lado, no caminho
inverso, quando é a CBF, que deveria no mínimo proteger os clubes brasileiros
sob todas as circunstâncias, faz exatamente o contrário, ou seja, enquanto
deveria agilizar e prestar as informações que objetivam resguardar direitos de
uma equipe brasileira “não consegue”, deliberadamente, complicando tudo mais
ainda.
E tal condição é sim
porque se trata de um clube gaúcho em relação a um clube paulista, que poderia
ser carioca, o que absolutamente nada alteraria o procedimento.
Quando os gaúchos
cantam o Hino Riograndense sobre o Hino Nacional, propositadamente, é uma forma
de desabafo, de compensar o desrespeito como o atual que se apresenta no âmbito
futebolístico, mas que outrora o foi/é no econômico, no cultural, entre tantos
outros.
Quando nos dizemos
que somos gaúchos antes de sermos brasileiros e que o melhor estado da
federação é Santa Catarina por dividir o nosso estado com o país, nada mais é
do que a expressão e o sentimento de que efetivamente somos deslocados e,
talvez, pelo povo, pelo clima, pela maneira de ser, pela forma de agir e,
especialmente, pelo ciúme e a inveja, sermos uma parte que está fora dos
limites que deveria estar.
O resultado de tudo
isso não importa mais. O estrago já foi consolidado. O desrespeito a tudo e
notadamente a uma ordem judicial para mim foi o ápice. Nada mais devo esperar.
NO
FIM
Com a licença dos
contrários e esclarecendo que não se trata de oportunismo, pois já tinha
expressado minha torcida pela Costa do Marfim na copa do mundo de 2006, não me
vejo mais, sob qualquer hipótese, torcendo pela seleção brasileira e por tudo
em que a CBF esteja envolvida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário