Li aqui mesmo, dias atrás, uma ponderação de um leitor quanto a “briga de travesseiros” entre os candidatos ao cargo de prefeito já em campanha para a próxima eleição.
Leio e por vezes escuto algumas matérias quanto a formatação de uma “terceira via” que estaria sendo articulada no seio político da comunidade, a partir da movimentação de algumas pessoas, de diversos lados e origens.
Vejo também outros tantos, sem uma definição, alguns inclusive sem conseguir saber para onde correr ou se correr é necessariamente o caminho.
Também percebo aqueles que se movimentam intensamente, sem, contudo, sair do lugar (e nem ao menos percebem, o que é pior).
Sinto o veneno, o jogo, os testes, as investidas e os recuos, enfim todo o procedimento comum, normal e natural de um período que se iniciou e se estabeleceu, talvez com alguma ansiedade fomentada ardilosamente.
O processo é esse e é conhecido. As premissas sustentam um fundamento aqui outro acolá, sempre com os passos sincronizados conforme a música, mesmo que para isso o ritmo na maioria das vezes em nada tenha relação com os acordes lançados ao vento. Aliás, a música é o que menos interessa.
Lembro de Platão, em A República, na sociedade justa, humanitária, onde os interesses coletivos deveriam preponderar (vaidade, não conta!), onde mesmo na constatação de uma evidente utopia o ideal perseguido sugeria a pura racionalidade como paradigma.
Mas vamos fazer o quê, especificamente? Vamos sugerir a leitura de Platão? Certamente todos os pretendentes a cargos de envergadura já o leram. Porém, isso tem pouca valia, pois mesmo que não se trate de uma obra de teoria política essencialmente ou tenha esta razão como ponto nevrálgico, desconhecer o compromisso com a verdade ou ao menos o que a palavra “república” significa desconhecer a base de tudo. Mas, a base interessa mesmo?
NO FIM
Vamos ter cuidado, acho que neste período e neste tempo deveríamos assim proceder.
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