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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

OURO DE TOLO



                            Raul Seixas foi um visionário. Além disso foi um gênio, igualzinho aqueles que não vimos mais há décadas e muito provavelmente nunca mais veremos. Pessimista eu? Em Absoluto. São os fatos e os acontecimentos frente a estes que me fazem emergir de um realismo gritante.

                            Voltando ao Raul, assisti um documentário sobre sua vida e sua arte, o qual fora lançado em 2012. Cronologicamente avançado, apesar de pecar um pouco pela qualidade visual. Porém, isso não é nada em relação ao que vi e revi.

                            Raul teve muitos parceiros, mas o parceiro filosófico, nas letras, no esoterismo e, sobretudo, na loucura, foi Paulo Coelho. Aliás, muito não gostam de Paulo Coelho, considerando o quesito literário. Provavelmente eu seja um deles. Mas venho paulatinamente mudando alguns paradigmas que me faz olhar mais atentamente para o que ele disse e por vezes ainda diz.

                            Mas voltando outra vez ao Raul, que agora em 2019 completa 30 anos de seu falecimento, que foi o responsável por verdadeiras obras primas da música brasileira. Raul, junto ao Paulo Coelho, produziu obras de uma simplicidade e ao mesmo tempo de uma inteligência avassaladora.

                            Cito uma música, até aleatória dentro da vasta obra, pois poderiam ser tantas, mas fico hoje com Ouro de Tolo. Quem já se ateve na análise da letra desta música fica impressionado. Eu sempre fiquei.

                            A obra além de atualíssima deu uma curva na censura e passou incólume, provando que os censores, além de truculentos, eram muito limitados intelectualmente.

                            Voltando ao Ouro de Tolo: “Eu é que não me sento no trono de um apartamento; com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar; porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais; no cume calmo do meu olho que vê; assenta a sombra sonora de um disco voador.

NO FIM

                            Viva Raul!

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