Raul Seixas foi um
visionário. Além disso foi um gênio, igualzinho aqueles que não vimos mais há
décadas e muito provavelmente nunca mais veremos. Pessimista eu? Em Absoluto.
São os fatos e os acontecimentos frente a estes que me fazem emergir de um
realismo gritante.
Voltando ao Raul,
assisti um documentário sobre sua vida e sua arte, o qual fora lançado em 2012.
Cronologicamente avançado, apesar de pecar um pouco pela qualidade visual.
Porém, isso não é nada em relação ao que vi e revi.
Raul teve muitos
parceiros, mas o parceiro filosófico, nas letras, no esoterismo e, sobretudo,
na loucura, foi Paulo Coelho. Aliás, muito não gostam de Paulo Coelho,
considerando o quesito literário. Provavelmente eu seja um deles. Mas venho
paulatinamente mudando alguns paradigmas que me faz olhar mais atentamente para
o que ele disse e por vezes ainda diz.
Mas voltando outra
vez ao Raul, que agora em 2019 completa 30 anos de seu falecimento, que foi o
responsável por verdadeiras obras primas da música brasileira. Raul, junto ao
Paulo Coelho, produziu obras de uma simplicidade e ao mesmo tempo de uma
inteligência avassaladora.
Cito uma música, até
aleatória dentro da vasta obra, pois poderiam ser tantas, mas fico hoje com
Ouro de Tolo. Quem já se ateve na análise da letra desta música fica
impressionado. Eu sempre fiquei.
A obra além de
atualíssima deu uma curva na censura e passou incólume, provando que os
censores, além de truculentos, eram muito limitados intelectualmente.
Voltando ao Ouro de
Tolo: “Eu é que não me sento no trono de um apartamento; com a boca
escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar; porque longe das cercas
embandeiradas que separam quintais; no cume calmo do meu olho que vê; assenta a
sombra sonora de um disco voador.
NO FIM
Viva Raul!
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