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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

ARMAS



                            O governo flexibiliza o regramento sobre a POSSE de arma de fogo. Não há qualquer mudança quanto ao PORTE, o qual já fora objeto de consulta ao povo (e rejeitado). Portanto, a promessa de campanha está mais ou menos sendo cumprida.

                            Mas independente desta situação o fato é que, além da alegria da indústria de armas e munições, houve sim uma espécie de atalho nas restrições até então impostas. Isso é inegável.  Porém, ao meu ver, a reflexão que se impõe é as consequências que poderão emergir sobre tal “afrouxamento legislativo”.

                            Nos EUA, país que o presidente faz continência à bandeira, conforme dados da Universidade de Harvard, sobre a matéria há três constatações e fatos: a) esporadicamente as armas são utilizadas em legítima defesa; b) nos lares são mais usadas em violência doméstica que em resposta ao crime; c) são utilizadas geralmente para intimidar e raramente para defesa.

                            Por outro lado, a partir do argumento de que a população precisa ter o direito de autodefesa, há um atestado material da incompetência do estado em uma de suas obrigações básicas, ou seja, da segurança do cidadão. O estado, assim, transmite ao povo o hipotético direito de defesa, a partir do atestado de sua ineficiência.

                            Um argumento favorável a flexibilização e que merece reflexão é aquele em que o chamado “cidadão de bem” se sentirá mais seguro em sua casa. E que o delinquente, por tal condição, veja a possibilidade como fator inibidor do crime.

                            Por tal raciocínio o bandido, considerando a flexibilização quando a posse de arma, seria inibido em sua ação. Você, lá no fundo, acredita mesmo nisso?

                            As análises são muitas e geram incontáveis enfrentamento teóricos. O negócio é também esperar para ver o que efetivamente acontecerá, mesmo que tudo pareça desde logo tão claro.

NO FIM

                            Seguimos em frente, ou não.


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