Quando estive em
Pompéia (ou Pompeii) tinha um foco
especial: sentir “in loco” a energia do anfiteatro no qual Pink Floyd gravou,
sem plateia, “Live At Pompeii”. Especialmente, lá dentro, no núcleo da arena,
escutar “Echoes”. Eu consegui.
Não há nada
parecido.
Sempre advoguei a
ideia de que a minha geração, além de ter sido concebida num dos períodos mais
nefastos da nossa história, foi agraciada com a melhor trilha sonora que já foi
produzida. O mundo estava desorientado. Esse foi o estopim. O melhor somente
foi, porque o pior estava presente.
Toda a arquibancada
obrigatoriamente vazia; as duas entradas por onde leões e humanos passavam em
cada espetáculo; os gritos que não ouvi, mas que enxerguei em todos os lados.
Enfim, tudo aquilo que é arte e que o é porque a vida, sozinha, não nos
satisfaz.
Hoje, no dia em que
escrevo esta coluna, irei assistir ao show do Roger Waters. Outrora já vi David
Gilmour. Ou seja, estarei novamente sob as pedras; sob os muros, no lado escuro
da lua e dentro daquilo que compreendo como algo de mais caro de um ser humano.
Simplesmente tentar ser um.
Levarei e
experimentarei sentimentos, sensações e, sobretudo, a alegria de poder ver e
ouvir algo muito além. Quero realmente experimentar o verdadeiro eco da
sinergia que estará presente. Será mais um momento único.
Talvez você que lê
esse texto tenha pensado noutras coisas. Em outras experiências que poderá lhe
proporcionar um estado de quase plena felicidade. Somos todos assim. Cada um de
nós, dentro de nossos mundos, de nossas prioridades e escolhas, buscamos tentar
amenizar tudo aquilo que a existência nos traz à provação a todo o momento.
Quem irá ao show
estará em muitos lugares.
NO FIM
Estar vivo! Esse é o
fato.
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