Havia anos que não
estabeleciam contato. Os motivos são os mesmo que todos enfrentam. Correria do
dia a dia; tempo escasso; desconfortos em geral ou mesmo motivos diversos e
indefinidos, os quais, todavia, somam e contribuem pelo hiato que se fixou.
Aleatoriamente e
imprevisivelmente aconteceu um furtuito encontro no banco de uma das praças
centrais da cidade. Aliás, cidade de interior tudo acontece na área central.
Desde as promessas de riqueza até as “apresentações” circenses de veículos e
motos, passando, é claro, por encontros como o que de agora retratamos.
Como de praxe,
quebrando o gelo num sol escaldante, conversar sobre tempo é uma boa porta de
entrada. Será que vai chover? O calor está insuportável. Disseram que vem uma
“chuva de pedra” por aí. Tudo retórica frente ao conhecimento que ambos tinham,
um do outro.
O ser humano é
pródigo em vieses e subterfúgios de vernáculo. Faz uma volta para chegar no
mesmo lugar. Fala, fala e ao final se não tivesse falado a maioria das
palavras, nada mudaria quanto os objeto e objetivo da mesma fala.
Mas trocaram
amenidades preliminares. Avançaram com pequenas inserções por campos
pré-minados. Foram indo até que chegaram naquele ponto; que provavelmente foi o
motivo pelo qual sustentou aquele dito hiato ou espaço de tempo em que não mais
se falavam.
Houve recuos
pontuais baseado na educação. Porém, como sempre acontecia, na medida em que
expunham ideias e fatos, cada um com sua ótica, lógica e razão, a tensão se
espalhava no ar e tornava cada palavra uma arma em ataque ou contra-ataque,
onde a margem de segurança, baseada exclusivamente na mesma educação, estava
perdendo força.
Ninguém recuou, até
agora.
NO FIM
Vai continuar.
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