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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

LIÇÕES


                  No livro 21 Lições para o Século 21, do historiador israelense Yuval Noah Harari, é renovada a discussão sobre tecnologia e ética.

                             O exemplo, porém, é novo:

                            Num futuro próximo (ou antes) teremos veículos guiados por algoritmos. Ou o automóvel será dirigido por um sistema onde o proprietário não passará de um passageiro. A sequência de regras conduzirá o veículo sem a participação ordinária do proprietário ou do conduzido.

                            Pois bem. Imaginem esta situação: o veículo está transitando em uma via, o passageiro dormindo no banco traseiro, e repentinamente um menino atravessa na frente indo atrás de uma bola. O sistema está preparado para que o veículo desvie do menino ou não o atropele. Entretanto, eventual desvio levará o veículo à via contrária e inevitavelmente atingirá um caminhão que vem em sentido contrário, condição que igualmente de forma inevitável comprometerá a vida do passageiro.

                   Aí nasce o problema: o veículo desvia do menino e compromete a vida do passageiro? Ou, para preservar a vida deste, atropela o menino?

                            Qual o limite da ética nesta condição?

                            Como estamos falando de um sistema, segundo o autor, ao adquirir um veículo, na loja, poderemos optar, em caso de situações como a relatada, por um que venha com algoritmo que esteja programado para desviar do menino e salve sua vida; ou outro, que não desvie e salve a nossa.

                            Qual a sua opção?

                            Não devemos esquecer, digo eu, que a ética e o egoísmo nem sempre são coirmãos.

NO FIM

                            É fácil?

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