No livro 21 Lições para o Século 21, do historiador
israelense Yuval Noah Harari, é renovada a discussão sobre tecnologia e ética.
O exemplo, porém, é novo:
Num
futuro próximo (ou antes) teremos veículos guiados por algoritmos. Ou o
automóvel será dirigido por um sistema onde o proprietário não passará de um
passageiro. A sequência de regras conduzirá o veículo sem a participação
ordinária do proprietário ou do conduzido.
Pois bem. Imaginem
esta situação: o veículo está transitando em uma via, o passageiro dormindo no
banco traseiro, e repentinamente um menino atravessa na frente indo atrás de
uma bola. O sistema está preparado para que o veículo desvie do menino ou não o
atropele. Entretanto, eventual desvio levará o veículo à via contrária e
inevitavelmente atingirá um caminhão que vem em sentido contrário, condição que
igualmente de forma inevitável comprometerá a vida do passageiro.
Aí nasce o problema: o
veículo desvia do menino e compromete a vida do passageiro? Ou, para preservar
a vida deste, atropela o menino?
Qual o limite da
ética nesta condição?
Como estamos falando
de um sistema, segundo o autor, ao adquirir um veículo, na loja, poderemos
optar, em caso de situações como a relatada, por um que venha com algoritmo que
esteja programado para desviar do menino e salve sua vida; ou outro, que não
desvie e salve a nossa.
Qual a sua opção?
Não devemos
esquecer, digo eu, que a ética e o egoísmo nem sempre são coirmãos.
NO FIM
É fácil?
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