Apesar de
ordinariamente não apreciar as colunas diárias do David Coimbra ou suas observações em geral, não deixei de ler seu
livro Hoje Eu Venci o Câncer.
Em
primeiro lugar é uma grande obra/depoimento. O autor discorre dentro de uma
sistemática simples e ao mesmo tempo definidora sobre ser acometido,
praticamente “do nada”, por uma enfermidade que pode levar à morte.
Um dia está bem. Em
outro tudo mudou.
Inevitavelmente tais
obras servem, antes de tudo, para uma reflexão profunda sobre a vida. Qual
realmente a razão de nossas buscas, de nossos objetivos e do sentido que damos
a nossa vida.
Será que vale a
pena? Será que o meu foco não está um pouco equivocado? Será que minhas
prioridades efetivamente me levarão a algum lugar? Lugar esse que seja ao menos
confortável? O que estou fazendo da minha vida e de mim?
É certo que algumas
questões somente emergem em momentos críticos. Sempre que conversei com pessoas
em momentos de expressão de solidariedade, sobretudo a partir do sofrimento
extremo, chegamos invariavelmente a conclusão de que a vida é simples e
precisamos perseguir coisas simples e deixar de lado de alguma forma tudo que
nos angustia. Saímos dali dispostos a isso. Porém a cada esquina que vencemos o
nosso pensamento retorna ao estado inicial e praticamente esquecemos que
devemos viver ao invés de simplesmente existir.
Quando, como no caso
do David, a proximidade de uma definição avança em velozes galopes, as
alternativas escassas serão o tudo e o nada. Como, aliás, é a vida. Esse fenômeno
que teimamos em destruir por vezes com prioridades menos que insignificantes.
Sugiro a leitura.
NO FIM
Por tudo e por
todos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário