Uma Copa do Mundo,
como uma Olimpíada, é um extraordinário evento de congratulação entre os povos.
É uma oportunidade de trocas, de aparições e, sobretudo, de fomentar o
enlaçamento da humanidade. É para ser tudo muito bonito e agregador.
É claro que
procurarei ver jogos, como sempre o faço desde, ao que lembro, a Copa de 82.
Aquela que fomos sem nunca termos sido. É uma das únicas seleções que lembro da
escalação; posição por posição, inclusive de alguns reservas. Era um verdadeiro
espetáculo. Não ganhou. Mas para mim isso não faz hoje qualquer diferença.
Porém, à época, fez. E muita! Fui, após o jogo, com lágrimas que teimavam em
não me abandonar, participar de um ensaio na banda da querida escola Duque de
Caxias, onde excepcionamente o desânimo contagiava. Toda essa dinâmica me
acompanha até hoje, provando que o futebol, especialmente em uma Copa do Mundo,
é algo muito grande e poderoso.
Porém, infelizmente,
após toda a lama que envolve o futebol, seus principais dirigentes, alguns
recolhidos ao cárcere, outros não podendo se deslocar muito para não fazer
companhia aos primeiros, somada a utilização do maior símbolo da seleção, sua
camisa, como sinônimo e uniforme de combate à corrupção, por pessoas corruptas,
desonestas, traduziu uma inegável perda de brilho em todo o contexto. Hoje a
camisa da seleção contém máculas de cunho político que a torna um elemento refratário,
ao invés da irmandade de outros tempos. Que tempos, meus amigos!
Eu nunca fui um
torcedor da seleção brasileira como o fui e o sou do Colorado. Eu sei que isso,
para a humanidade, não tem qualquer relevância. Entretanto, para mim sempre foi
um termômetro para medir valores e emoções.
A Carol, minha
filha, sempre lembra (e me lembra) das reuniões em jogos da seleção onde, como sempre
o fiz, democraticamente, dizia que o meu time é o Internacional e da seleção
brasileira eu assisto os jogos.
Isso não impede de
eu desejar boas apresentações, inclusive do Uruguai.
NO FIM
É sempre um momento
diferente.
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