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terça-feira, 12 de junho de 2018

A COPA



                            Uma Copa do Mundo, como uma Olimpíada, é um extraordinário evento de congratulação entre os povos. É uma oportunidade de trocas, de aparições e, sobretudo, de fomentar o enlaçamento da humanidade. É para ser tudo muito bonito e agregador.

                            É claro que procurarei ver jogos, como sempre o faço desde, ao que lembro, a Copa de 82. Aquela que fomos sem nunca termos sido. É uma das únicas seleções que lembro da escalação; posição por posição, inclusive de alguns reservas. Era um verdadeiro espetáculo. Não ganhou. Mas para mim isso não faz hoje qualquer diferença. Porém, à época, fez. E muita! Fui, após o jogo, com lágrimas que teimavam em não me abandonar, participar de um ensaio na banda da querida escola Duque de Caxias, onde excepcionamente o desânimo contagiava. Toda essa dinâmica me acompanha até hoje, provando que o futebol, especialmente em uma Copa do Mundo, é algo muito grande e poderoso.

                            Porém, infelizmente, após toda a lama que envolve o futebol, seus principais dirigentes, alguns recolhidos ao cárcere, outros não podendo se deslocar muito para não fazer companhia aos primeiros, somada a utilização do maior símbolo da seleção, sua camisa, como sinônimo e uniforme de combate à corrupção, por pessoas corruptas, desonestas, traduziu uma inegável perda de brilho em todo o contexto. Hoje a camisa da seleção contém máculas de cunho político que a torna um elemento refratário, ao invés da irmandade de outros tempos. Que tempos, meus amigos!

                            Eu nunca fui um torcedor da seleção brasileira como o fui e o sou do Colorado. Eu sei que isso, para a humanidade, não tem qualquer relevância. Entretanto, para mim sempre foi um termômetro para medir valores e emoções.

                            A Carol, minha filha, sempre lembra (e me lembra) das reuniões em jogos da seleção onde, como sempre o fiz, democraticamente, dizia que o meu time é o Internacional e da seleção brasileira eu assisto os jogos.

                            Isso não impede de eu desejar boas apresentações, inclusive do Uruguai.

NO FIM

                            É sempre um momento diferente.
                                              


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