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segunda-feira, 4 de junho de 2018

QUEDA LIVRE



                            Esse governo moribundo, natimorto, ilegítimo e sem qualquer credibilidade, agoniza melancolicamente dia após dia. O ápice se estabelece com uma crise anunciada. Desta nascem outras demandas. A roda gira como maior velocidade e não haverá surpresa se uma queda acontecer a qualquer tempo.

                            O mandatário não possui a mínima condição de manter-se no cargo. Seus asseclas idem. Absolutamente nenhum transmite ao povo a confiança necessária para que a crise seja enfrentada da maneira que a situação reclama.

                            Amigos, queridos leitores e leitoras, retorno à origem: o rompimento institucional ocorrido em nossa “democracia consolidada” determinou tudo isso. Foi com o pato, a panela e a política derrotada trazida como solução.

                            A queda imediata do Presidente é um horizonte que se desenha com clareza.

CAMINHÕES

                            Achei plausível, apropriada e necessária a movimentação originada pelos caminhoneiros. Trouxe à mesa questões que até então passavam “em branco”, com o governo fazendo o que queria, todo dia, a partir de uma política chamada “de mercado”. Aumentar combustível diariamente nem assustava mais. Aí apareceu um freio que não havia. E foram sim os motoristas da estrada que protagonizaram isso.

                            Entretanto, entendo necessária algumas ponderações. A primeira delas que o país não pode ficar de joelhos a uma categoria, apesar, como disse, a causa ser justa. O fato é que as consequências da dependência da malha rodoviária chegaram a um patamar muito perigoso.

                            Precisamos encontrar um meio ou ponto de equilíbrio entre as demandas e o hiato ou tempo de maturação entre as negociações. Não pode tudo ficar ao critério de uma parte em detrimento de todas as outras, que gradativamente experimentam prejuízos que se acumulam e sendo tudo alimentado pela inoperância governamental e a utilização desta, sobretudo, como bandeira.

                            Vejam que tudo isso indica o retorno ao início: não há legitimidade; não há comando; não há respeito.

NO FIM

                            Obviamente o movimento não é mais só dos caminhoneiros.  






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