Recém vencido o
período dos antiácidos, digestivos e de todos os demais recursos, químicos ou
naturais, tentamos a retomada da marcha cotidiana.
Neste início,
gradativamente retorno, de forma pouco triunfante até o momento, confesso, às
lides da culinária. Ainda não ultrapassei o clássico arroz com calabresa ou da
massa alho e óleo, mas avanço nos ingredientes, o que já faz com que tudo não
fique exatamente igual.
O segredo e a
alquimia para encontrar o sabor, o ponto, a forma, é sutil e particular, sendo
exatamente tal condição o grande lance. Por exemplo, o cozimento de um ovo para
engrandecer uma salada depende do tempo e em relação a este e o objetivo de seu
estado final de consistência. Não há uma regra definida, tudo poderá ser alterado,
inclusive o ovo passado e destronado no esmagador de batatas.
Aliás,
salada é sempre a grande pedida para um verão, ainda mais quando sua preparação
é alimentada por um som de jazz ou blues lá no fundo, sem esquecer, igualmente,
de pequenos goles de um rose adequadamente resfriado.
HARMONIZAR
O sentido de
adequação e conjugação de elementos para alcançar a harmonia igualmente é uma
arte. Particular, muitas vezes. Contudo entendo haver um ponto de equilíbrio
nisso.
Arroz e feijão é
algo harmônico, concordam? Simples, clássico, evidente, mas conjuga elementos
que se completam. Agora, vamos harmonizar pratos, sobremesas com cachaça? O
teor alcoólico elevado da bebida indica que os pratos devem seguir uma
personalidade semelhante? Para acompanhar os aromas e sabores da bebida teremos
que pisar no freio quanto aos pratos encorpados?
Eu, neófito no
assunto, e que estou resumido a um pesquisador e praticamente curioso, avanço
cada vez mais neste universo que é por demais estimulante e encantador.
NO FIM
Pão com molho também
não pode ser desperdiçado.
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