Como está chato (só
para usar um adjetivo inofensivo) a vida neste país. Tudo é motivo ou razão
para extremismo. Qualquer análise ou opinião é imediatamente taxada. A partir
disso, descambar para agressões, especialmente sob o resguardo de mensagens sem
rosto nas redes sociais, é o passo seguinte.
A radicalização,
como todo ato extremo, tem o poder de cegar. Não é mais concedido o direito de
opinião se tal não for compartilhada pelo outro. Ou seja, se a minha opinião é
contrária ao que pensa meu vizinho, está declarado guerra. E daí em diante é um
salve-se quem puder!
É muito desanimador
que o estágio de nossas relações esteja neste ponto e caminhando nesta
perspectiva. Está construído um muro onde cada um do seu lado joga pedras sobre
o outro. Não há espaço mínimo para um debate de ideias, pois estas já estão preconcebidas
e sem qualquer possibilidade de que no mínimo exista o comezinho direito de
argumentação.
Semana que virá
teremos mais um capítulo que surge de tal condição. Provavelmente um dos
importantes, senão o mais. E o que acontece? Espetacularização máxima. De
todos, inclusive de quem deveria manter a discrição. Mas a canoa está passando
e vou pegar esta onda também, pois ao final a vaidade é que vai contar. Só para
ela eu devo obediência.
Entenderam a
chatice? O que deveria ser um ato ordinário no procedimento das instituições
torna-se extraordinário por força do dito extremismo, o qual, não se enganem,
gravita e se estabelece do vendedor de rua aos mais chiques gabinetes.
Vejam onde fomos
parar! Cheguei a conclusão de que deverá melhorar muito para ficar ruim.
Sabe o que é pior: ainda
vai piorar muito.
NO FIM
Abraço aos amigos
que nos prestigiam, como meu camarada Nei Godinho e o Joanes Rech.
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