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quarta-feira, 5 de julho de 2017

TEMPO E MARCHA


                            Hoje também não importa o tempo da “folhinha”, o tempo do tempo como disse o poeta. O que fixo é o tempo da história e para ela, diante dela eu manifesto.
                            Em coluna recente fiz observações quanto às matérias que estavam inseridas na grade curricular, desde o ensino fundamental até o chamado “terceiro grau” pelos idos anos 1970/1980. Estudamos muito sob o pálio e o receio de nossos mestres em dizer algo considerado “fora da ordem”. Tudo poderia ser interpretado como atitude suspeita e até subversiva.
                            Aos alunos era lançada a “educação moral e cívica” e a “organização social e política brasileira”. Os livros vinham carimbados e todos ficávamos debaixo da história oficial, que nunca, por obviedade, traduziria o que de fato acontecia e aconteceu nos porões e “catafaustos” (neologismo meu) do regime de exceção.
                            Porém, nós, alunos em formação, erámos alimentados com os dados necessários para que o sistema tivesse sentido. A educação da moral e do civismo passava pelo vício impregnado até nas paredes dos educandários. Não havia saída diferente. Tudo para a evidente conclusão de que a “moral” e o “civismo” como elementos de manobra não poderiam se sustentar por muito tempo.
                            Teve o respeito, claro. Isso foi importante, também concordo. Entretanto, todo o ensinamento baseado nos conceitos que advém do medo resta comprometido, pois a essência, que é onde a valia se apresenta da forma genuína, parte de premissa viciada pelo conjunto da obra.
                            Eu marchei em 07 de setembro. Era obrigatório. Eu gostava daquilo. Por que foi assim?
                            Entendem a diferença? Ela é extraordinariamente grande!
NO FIM
                            Ah, fui também da banda.




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