Hoje também não
importa o tempo da “folhinha”, o tempo do tempo como disse o poeta. O que fixo
é o tempo da história e para ela, diante dela eu manifesto.
Em coluna recente
fiz observações quanto às matérias que estavam inseridas na grade curricular,
desde o ensino fundamental até o chamado “terceiro grau” pelos idos anos
1970/1980. Estudamos muito sob o pálio e o receio de nossos mestres em dizer
algo considerado “fora da ordem”. Tudo poderia ser interpretado como atitude
suspeita e até subversiva.
Aos alunos era
lançada a “educação moral e cívica” e a “organização social e política
brasileira”. Os livros vinham carimbados e todos ficávamos debaixo da história
oficial, que nunca, por obviedade, traduziria o que de fato acontecia e
aconteceu nos porões e “catafaustos” (neologismo meu) do regime de exceção.
Porém, nós, alunos
em formação, erámos alimentados com os dados necessários para que o sistema
tivesse sentido. A educação da moral e do civismo passava pelo vício impregnado
até nas paredes dos educandários. Não havia saída diferente. Tudo para a
evidente conclusão de que a “moral” e o “civismo” como elementos de manobra não
poderiam se sustentar por muito tempo.
Teve o respeito,
claro. Isso foi importante, também concordo. Entretanto, todo o ensinamento
baseado nos conceitos que advém do medo resta comprometido, pois a essência,
que é onde a valia se apresenta da forma genuína, parte de premissa viciada
pelo conjunto da obra.
Eu marchei em 07 de
setembro. Era obrigatório. Eu gostava daquilo. Por que foi assim?
Entendem a
diferença? Ela é extraordinariamente grande!
NO FIM
Ah, fui também da
banda.
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