CONVERSA DE
BAR
Minha geração, concebida
no início dos anos 1970 (tudo isso já?), sob a égide da tortura e do pau de
arara, está ultrapassando 45 anos. Realmente o tempo passa. Sei, Einstein disse
(e provou) que o tempo é uma ilusão; que o futuro já aconteceu. Sabia nada! Ou
sabia? O certo é que a pele não está mais grudada ao osso e os rios afluentes
teimam em aparecer em toda parte do corpo.
Mas queria dizer
mesmo algo sobre nossa geração. Aquela que sentou em bancos escolares e
experimentou aulas de EMOCI, OSPB e mais à frente EPB. Alguém sabe o que isso
significa? Não? O Google dará uma mãozinha, caso tenham interesse.
Uma geração forjada
nos campinhos de futebol; nas árvores de bergamota; nos jogos de taco; nas
peleias clássicas com bolitas; carrinho de mão; tudo e todos sempre em
atividade constante e plena. Claro, o tempo era outro. Mas, como dito, este não
existe ou mesmo já passou! Bons tempos!
Imaginem que uma das
grandes contravenções era bater na campainha das casas e sair correndo; amarrar
com fio de náilon uma nota de dinheiro e ficar escondido, puxando sempre que
alguém tentasse pegar. Ir ao cinema do ginásio Adolfo Stela e assistir o filme,
uma parte de cada lado da arquibancada, para não cansar o pescoço. Não havia
como “fraudar” (outra questão grave) a faixa etária que os classificava. Não
tinha a idade mínima, não entrava. Todo o domingo, estávamos lá. Foi bom e
melhor ainda lembrar.
É claro que há
fatores importantes que ao tempo de aguçar igualmente freava; era o sistema e
dele nós nos alimentávamos. Hoje quem desconhece a história recente do Brasil
talvez não entenda. A minha geração sim é produto final da falta de liberdade e
da norma pela causa. Disse o poeta: aquele amigo que embarcou comigo/cheio de
esperança e fé/já se mandou.
Sobrou o “Fliperama
Old Times”, do qual rendo homenagem aos amigos André Cerri, Sinclair Bombassaro
Júnior, Carlos Ferri e Lairton Zulianello.
NO FIM
Por vezes volta
tudo.
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