Thoreau disse mais
ou menos assim: para se ganhar sempre perdemos alguma coisa. Ou o resultado de
um ganhar terá inevitavelmente como consequência um perder.
É verdade. Não há um
ganhar sem efeito colateral. Para ganhar precisamos perder. É o paradoxo. É o
complemento. É assim mesmo.
Em momento que o
chamado liberalismo ganha novamente corpo em todos os cantos, onde a visão de
estado mínimo é refletida em ações orquestradas, em balões de ensaio
recorrentes, experimentamos a consequência de uma política popular
enfraquecida; velha e quase sem dentes.
Quem acordou o
monstro de uma longa hibernação foi uma esquerda que teimou em não evoluir. A
extrema-direita, a mesma e velha conhecida, que sempre fica pelos cantos como
uma cobra aguardando o momento do bote voltou. E, a partir da ineficiência e
desmandos da esquerda, triunfa com exemplos claríssimos, que passam a confundir
direito com justiceiros; tementes a um deus com estimuladores ao ódio; bem
penteados e caricatos; com “klans” para todos os lados.
O preço a ser pago
será muito caro. E o mais importante que o resultado disso é o conjunto de um
emaranhado com tentáculos em todas as salas. E o pior: está somente começando.
O produto final
desta manobra demorará muitas décadas para ser digerido. Pensei no óleo de
rícino, no leite de magnésia, entre tantos outros. Não encontrei nenhum
apropriado.
Pensar não dói.
Talvez devêssemos pensar nisso!
NO FIM
Quem ganhou e quem
perdeu?
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