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quinta-feira, 13 de abril de 2017

GANHAR E PERDER




                            Thoreau disse mais ou menos assim: para se ganhar sempre perdemos alguma coisa. Ou o resultado de um ganhar terá inevitavelmente como consequência um perder.

                            É verdade. Não há um ganhar sem efeito colateral. Para ganhar precisamos perder. É o paradoxo. É o complemento. É assim mesmo.

                            Em momento que o chamado liberalismo ganha novamente corpo em todos os cantos, onde a visão de estado mínimo é refletida em ações orquestradas, em balões de ensaio recorrentes, experimentamos a consequência de uma política popular enfraquecida; velha e quase sem dentes.

                            Quem acordou o monstro de uma longa hibernação foi uma esquerda que teimou em não evoluir. A extrema-direita, a mesma e velha conhecida, que sempre fica pelos cantos como uma cobra aguardando o momento do bote voltou. E, a partir da ineficiência e desmandos da esquerda, triunfa com exemplos claríssimos, que passam a confundir direito com justiceiros; tementes a um deus com estimuladores ao ódio; bem penteados e caricatos; com “klans” para todos os lados.

                            O preço a ser pago será muito caro. E o mais importante que o resultado disso é o conjunto de um emaranhado com tentáculos em todas as salas. E o pior: está somente começando.

                            O produto final desta manobra demorará muitas décadas para ser digerido. Pensei no óleo de rícino, no leite de magnésia, entre tantos outros. Não encontrei nenhum apropriado.

                            Pensar não dói. Talvez devêssemos pensar nisso!

 

NO FIM

                            Quem ganhou e quem perdeu?

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