A indicação do
Ministro da Justiça para Juiz do Supremo Tribunal Federal é sim um soco no
estômago do povo. E não porque foi advogado do PCC ou como advogado atuou na
defesa de clientes envolvidos neste ou naquele crime, pois, apesar de alguns
não entenderem (ou não quererem), o advogado não defende o crime, mas o direito
de todo o cidadão de ter uma defesa conforme a Constituição Federal.
Refiro-me às
circunstâncias e as características que envolvem a indicação. É um militante
político que tem sim lado. Deixou transparecer neste mínimo período em que
comanda uma das mais importantes pastas do governo que não seria a escolha
apropriada, a não ser que o objetivo seja os “benefícios” da escolha perante a
mais alta corte de justiça deste país.
É sim uma escolha
pontual, cirúrgica, inapropriada e que fere o princípio da moralidade. Todos
sabem e todos dirão que é assim que também pode funcionar o sistema.
Alguém dirá: o
ministro Toffoli era o Advogado Geral da União quando foi indicado ao STF pelo
Lula, como aconteceu com Gilmar Mendes em relação ao FHC. Todas as situações se
comunicam, entretanto para o caso específico do ministro da justiça indicado a
gravidade é potencializada pelo momento e pelas posições de cunho partidário e
pessoal sobre o principal julgamento político que lhe cairá no colo
(lava-jato).
Ainda a sabatina no
Senado será por muitos que estão envolvidos de qualquer forma neste mesmo
processo. Ou seja, será sabatinado por aqueles que, eventualmente, julgará. Não
é extraordinário!
Morreu o relator. O
atual relator passou de um colegiado para outro dentro do STF. Coincidentemente
este ministro foi escolhido o relator. Agora em substituição ao grande ministro
falecido entra o ministro da justiça, a partir de todas as outras
coincidências.
Será que foi sempre
assim?
NO FIM
Espetáculo.
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