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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

DESAFORO




                           

                            A indicação do Ministro da Justiça para Juiz do Supremo Tribunal Federal é sim um soco no estômago do povo. E não porque foi advogado do PCC ou como advogado atuou na defesa de clientes envolvidos neste ou naquele crime, pois, apesar de alguns não entenderem (ou não quererem), o advogado não defende o crime, mas o direito de todo o cidadão de ter uma defesa conforme a Constituição Federal.

                            Refiro-me às circunstâncias e as características que envolvem a indicação. É um militante político que tem sim lado. Deixou transparecer neste mínimo período em que comanda uma das mais importantes pastas do governo que não seria a escolha apropriada, a não ser que o objetivo seja os “benefícios” da escolha perante a mais alta corte de justiça deste país.

                            É sim uma escolha pontual, cirúrgica, inapropriada e que fere o princípio da moralidade. Todos sabem e todos dirão que é assim que também pode funcionar o sistema.

                            Alguém dirá: o ministro Toffoli era o Advogado Geral da União quando foi indicado ao STF pelo Lula, como aconteceu com Gilmar Mendes em relação ao FHC. Todas as situações se comunicam, entretanto para o caso específico do ministro da justiça indicado a gravidade é potencializada pelo momento e pelas posições de cunho partidário e pessoal sobre o principal julgamento político que lhe cairá no colo (lava-jato).

                            Ainda a sabatina no Senado será por muitos que estão envolvidos de qualquer forma neste mesmo processo. Ou seja, será sabatinado por aqueles que, eventualmente, julgará. Não é extraordinário!

                            Morreu o relator. O atual relator passou de um colegiado para outro dentro do STF. Coincidentemente este ministro foi escolhido o relator. Agora em substituição ao grande ministro falecido entra o ministro da justiça, a partir de todas as outras coincidências.

                            Será que foi sempre assim?

NO FIM

                            Espetáculo.

 

 

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