Depois da novela
Roque Santeiro nunca mais - com raríssimas exceções para ser honesto -, tinha
visto programas em série. Nada contra. É que a pouca atração somava-se a falta
de estímulo para tanto. Agora estou mudando.
Após assistir quase
todos os filmes possíveis no Netflix, assessorado pela Thaís, passei a ver uma
série, primeiro despretensiosamente, depois com muito cuidado para ver se dela
não foi que surgiu os alicerces deste “novo Brasil”.
Claro que a série
retrata naturalmente a falcatrua. Do sistema e da sua podridão. E, sobretudo,
como alguém sem um voto sequer consegue alcançar os degraus mais altos do
poder.
Fiquei pensando: o
pessoal daqui, do Brasil, estudou este programa. Não pode ser natural a
convergência de elementos e o resultado. É tudo muito igual. São situações
gêmeas, univitelinas!
Por outro lado,
igualmente refleti sobre a possibilidade de que se trata de ações humanas. Os
humanos são iguais. São repetições. E disso a igualdade nada mais é do que,
tudo igual como sempre. Tudo é cópia.
Mas confesso que não
me satisfiz.
As pilantragens;
relações ardilosas; conchavos; negociatas; compra e venda de pessoas; interesses
econômicos acima de tudo, sem perder de vista que o poder é muito maior que o
dinheiro, é exatamente o que experimentamos após o nosso avião (Brasil) ficar
totalmente à deriva, desgovernado e tendo à frente uma “equipe” que ninguém
acredita, principalmente no quesito honestidade e de que realmente terá
objetivo coletivo em detrimento da salvação individual.
Senhores, senhoras,
não temos realmente para onde correr, somente permanecer na janela vendo
aqueles que, de vergonha, ainda tentam sustentar que tudo foi pelo melhor, que
tudo foi “tira primeiro ele, ela, e depois tiramos os outros”. É risível! A
conta veio e é muito cara.
NO FIM
Estou gostando de
assistir.
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