Há muito não escrevo
sobre futebol e possivelmente resistirei em tal condição. Nada envolvendo o
também meu Internacional, mas porque o futebol de um modo geral ficou muito
chato. Entrou numa dinâmica corruptiva idêntica aos desmandos e aos desvios que
acompanhamos na política todos os dias. Talvez escrever sobre manteria a chama
acesa, ao menos na aldeia. Mas, certamente, as prioridades devem ser outras.
Acho que sou um dos
únicos contrários à ascensão de Tite ao principal cargo brasileiro, o de
técnico da seleção nacional. Primeiro porque é um oportunista. Há pouco tempo,
após a eliminação da Copa de 2014, junto com a imprensa do centro do país, fez
uma descarada campanha para ser o técnico da seleção. Ofereceu seu trabalho e
foi preterido pelo Dunga, como sabemos. Depois, no final do ano passado,
assinou um manifesto contra o atual presidente e a atual administração da corrupta
CBF. Agora, aceitou o convite das mesmas pessoas que disse não poder comandar o
futebol brasileiro.
E não é só por isso
que acho um erro trazê-lo ao cargo. O futebol brasileiro está doente, em estado
terminal. E a conhecida conversinha do escolhido não terá o condão e a força de
ultrapassar os muros muito bem construídos do sistema.
Quero sim estar
equivocado.
OPORTUNIDADE
II
Reagan, enquanto
presidente dos EUA teve, nos anos 1980 a oportunidade de mudar o curso da
história, tivesse aceitado a proposta de seu colega soviético Mikhail
Gorbatchev, na questão do desarmamento nuclear. Preferiu a utopia do projeto Star
Wars ou Guerra nas Estrelas, no qual somente ele acreditava.
Arrependeu-se, pediu
desculpas e se livrou de um impeachment, quando mesma sorte não foi
experimentada pela maioria de seus aliados Republicados da época.
Perdeu a
oportunidade. Como não raros.
NO FIM
A chuva não parou.
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