Gabriel García
Márquez em “Crônica de uma morte anunciada”, publicada no já longínquo ano de
1981, se encaixa perfeitamente aos dias e a situação atual.
No livro, Santiago
Nasar já estava fadado à morte ao levantar. Quase todos sabiam que estava
prometido. Muitos não acreditaram, outros pensaram ser possível e os assassinos
até emitiram todos os sinais possíveis de que cumpririam a promessa. Ninguém
impediu, por um motivo ou outro, pela descrença ou pela crença. A morte
aconteceu.
A grande sacada ou
grande desafio é descobrir por quem Santiago morreu. Havia uma certeza: o
motivo do crime não poderia ser a ele atribuído.
E o que temos para
hoje?
Um governo interino
que teve sua morte anunciada antes mesmo de assumir. Todos sabiam, alguns
avisaram e outros aplaudiram. O fato é que “nasceu morto”. Anunciadamente!
E qual o caminho?
Pelas
circunstâncias, eleições já!
Quem tem mais a
temer (desculpem a redundância)? Todos que estão com o interino e todos os
tradicionais que não conseguem o aval das urnas há todos esses anos. Tendo
eleições, perdem novamente.
Que incapacidade
para falquejar um líder. Por que será? Quanta incompetência.
Bom, de Santiago até
o interino. O fato é que a morte foi anunciada.
NO FIM
Só o povo pode tirar
e só o povo pode colocar.
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