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quinta-feira, 9 de junho de 2016

MORTE ANUNCIADA



 
                            Gabriel García Márquez em “Crônica de uma morte anunciada”, publicada no já longínquo ano de 1981, se encaixa perfeitamente aos dias e a situação atual.
                            No livro, Santiago Nasar já estava fadado à morte ao levantar. Quase todos sabiam que estava prometido. Muitos não acreditaram, outros pensaram ser possível e os assassinos até emitiram todos os sinais possíveis de que cumpririam a promessa. Ninguém impediu, por um motivo ou outro, pela descrença ou pela crença. A morte aconteceu.
                            A grande sacada ou grande desafio é descobrir por quem Santiago morreu. Havia uma certeza: o motivo do crime não poderia ser a ele atribuído.
                            E o que temos para hoje?
                            Um governo interino que teve sua morte anunciada antes mesmo de assumir. Todos sabiam, alguns avisaram e outros aplaudiram. O fato é que “nasceu morto”. Anunciadamente!
                            E qual o caminho?
                            Pelas circunstâncias, eleições já!
                            Quem tem mais a temer (desculpem a redundância)? Todos que estão com o interino e todos os tradicionais que não conseguem o aval das urnas há todos esses anos. Tendo eleições, perdem novamente.
                            Que incapacidade para falquejar um líder. Por que será? Quanta incompetência.
                            Bom, de Santiago até o interino. O fato é que a morte foi anunciada.
NO FIM
                            Só o povo pode tirar e só o povo pode colocar.

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