Passeava em ritmo de
férias pelas ruas de uma antiga praia de nosso litoral, analisando especialmente
as consequências e os estragos de uma forte chuva que castigou toda a região,
quando me deparo com uma casa que abrigava idosos.
Parei. Olhei com
mais atenção, focando e focado para vencer a miopia e o que enxergo? Sob uma
fina réstia de sol se aglomeravam senhores e senhoras; a maioria em cadeira de
rodas ou embaixo de cobertas pesadas. Alguns de tocas. Alguns dormindo. Outros
olhando para o nada.
Era um abrigo para
idosos. Um asilo humilde. Talvez municipal; talvez mantido por alguma instituição.
Não sei. Só vi que estavam ali muitos.
Pensei na possível
história de cada um: abandono, pobreza, doença, descaso, solidão. Sei lá, tanta
coisa me passou que fiquei com a imagem durante todo o dia, ali, presente e
martelando.
Apesar de conhecer situações
excepcionais que não deixam alternativas, acho que um local desses, sejam para
abrigar pessoas humildes ou mesmo os que comportam mais luxo, é uma forma de
descarte.
Repito. À exceção de
situações particularmente excepcionais, não consigo aceitar a entrega de um
avô, de uma avó, de um pai, de uma mãe ou qualquer outro sob a sua tutela para
terceiros, considerando tal encaminhamento para um asilo, abrigo ou mesmo
qualquer outro nome, mesmo pomposo.
A opção é extrema.
As consequências para todos, mesmo àqueles que neguem, será vitalícia.
A
conta virá.
NO FIM
Para pensar.
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