Se a vida
fosse fracionada em dias da semana acho que já estou “de quarta para quinta-feira”.
A conta é lógica: considero dez anos por dia e limite de setenta anos. Evidente
que o cálculo é para efeito de raciocínio, nada tendo a ver com baliza em
somente setenta anos. Explico, porque não quero ninguém bravo!
Pois bem,
se estou na quarta-feira, estou bem. Não que seja o melhor dia, mas está muito
longe de ser o pior, ainda mais quando estou vivendo a clara expectativa da quinta-feira
(um dos melhores) e chegar à sexta-feira, mesmo que o sábado, para todos os
efeitos, seja o “dia final”.
Desta
perspectiva e toda movimentação pensei: qual o melhor dia para morrer? Sob a
ótica da solidariedade e do número de transeuntes ou ainda do volume de carros vinculados
ao evento, entendo que morrer num domingo é péssimo, pois a notícia não se
propaga tanto. Não duvidem que para muitos é importante e para outros tantos
isso (pessoas e carros) indica “quem era e o que representava o ora “deitado”
aos olhos da sociedade. Por isso, aquela história de que “era muito querido” ou
talvez “não era tanto” é também uma questão matemática.
Voltando
ao dia. Não, acho melhor deixar tudo como está, mesmo que a grande maioria, na
tradição, escute menos rádio quando saem da rotina.
Mas, pelo
menos o sol poderia comparecer.
IMPEDIMENTO
Não, não
se trata de uma regra de um jogo de futebol. Aqui o jogo é outro, mais complexo
e muito mais nefasto.
O
alardeado impeachment da Presidente da República, com o pontapé inicial dado
por alguém que é tudo menos alguém com crédito para tanto, encheu os olhos
daqueles que, apesar dos evidentes interesses pessoais, politiqueiros, veem tal
ideia como a salvação da lavoura.
Não há
questionamentos quanto a constitucionalidade e possibilidade do trânsito da
medida. Entretanto, chega a dar pena os renovados gritos gagos de quem a propaga e se revela como o sustentáculo da
ignorância cimentada.
NO
FIM
Pode chegar
vestida de cetim, em qualquer lugar esperando por mim.
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