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quarta-feira, 25 de março de 2015

TODOS DO BRASIL




 

                            Não pensarei em Gilberto Freyre, em Raimundo Faoro e muito menos, abrindo uma brecha, em Eduardo Galeano. Ficarei no povo pelo povo; no que é empírico e saudado; na alegria e na tristeza.

 

                            Por outro lado, não esquecerei do inesquecível Stanislaw Ponte Preta. Não olvidarei o samba do crioulo doido!

 

                             Que apagará a luz? Será verdade que gritar “pega ladrão” não fica um meu irmão? Onde fomos parar? Será que fomos mesmo parar ou na verdade nunca saímos do mesmo lugar?

 

                            São muitas perguntas. Mas, como já disse o filósofo, o importante é perguntar! A resposta, bom resposta é secundária. Lembrei agora do Joãozinho na escola. Tinha resposta para tudo, sempre inteligente, perspicaz, deixando a professora literalmente em saia justa.

 

                            Acho que somos todos, um pouco “Joãozinho”. Tomamos no copo e na cabeça. Ressuscitamos (um bom período para esta palavra, não acham?). Voltamos da toca e aguardamos a temperatura do dólar. Sim, pois todo mundo deve cuidar deste item. Imaginem o que seríamos nós de não cuidássemos do dólar?

 

                            Nós somos engraçados. Não que isso seja demérito, pelo contrário. Mas, quando vejo a notícia que o presidente nacional de um partido que participa das marchas contra a corrupção está enrolado na própria, acho engraçado. Quando vejo sonegadores clássicos, protagonistas do crime do colarinho branco, participar da mesma peregrinação (outra boa palavra para época), penso: que coisa engraçada!

 

                            O problema é que sou muito ingênuo. Sou até infantil. Vejo tudo isso e acredito que as pessoas tem bom propósito. Que as pessoas não pensam somente em si. Que as pessoas querem o bem de todos. Que não buscam ao final o interesse pessoal e de alguns da “família”.

                            Ainda bem que sou assim. Eu sou um brasileiro que nunca usei uma camisa do Brasil. Nada contra que usa. Quero usar.

 

                            Vejam como estou bem, lembrei agora do Collor; do presidente que caiu (caiu mesmo?). Tinha um pouco mais de 20 anos. Não havia celular. Acho que quero descer.

 

NO FIM

 

                            Orgulho disso.

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