Não pensarei em
Gilberto Freyre, em Raimundo Faoro e muito menos, abrindo uma brecha, em
Eduardo Galeano. Ficarei no povo pelo povo; no que é empírico e saudado; na
alegria e na tristeza.
Por outro lado, não
esquecerei do inesquecível Stanislaw Ponte Preta. Não olvidarei o samba
do crioulo doido!
Que
apagará a luz? Será verdade que gritar “pega ladrão” não fica um meu irmão?
Onde fomos parar? Será que fomos mesmo parar ou na verdade nunca saímos do
mesmo lugar?
São muitas
perguntas. Mas, como já disse o filósofo, o importante é perguntar! A resposta,
bom resposta é secundária. Lembrei agora do Joãozinho na escola. Tinha resposta
para tudo, sempre inteligente, perspicaz, deixando a professora literalmente em
saia justa.
Acho que somos todos,
um pouco “Joãozinho”. Tomamos no copo e na cabeça. Ressuscitamos (um bom
período para esta palavra, não acham?). Voltamos da toca e aguardamos a
temperatura do dólar. Sim, pois todo mundo deve cuidar deste item. Imaginem o
que seríamos nós de não cuidássemos do dólar?
Nós somos
engraçados. Não que isso seja demérito, pelo contrário. Mas, quando vejo a
notícia que o presidente nacional de um partido que participa das marchas
contra a corrupção está enrolado na própria, acho engraçado. Quando vejo
sonegadores clássicos, protagonistas do crime do colarinho branco, participar
da mesma peregrinação (outra boa palavra para época), penso: que coisa
engraçada!
O problema é que sou
muito ingênuo. Sou até infantil. Vejo tudo isso e acredito que as pessoas tem
bom propósito. Que as pessoas não pensam somente em si. Que as pessoas querem o
bem de todos. Que não buscam ao final o interesse pessoal e de alguns da “família”.
Ainda bem que sou
assim. Eu sou um brasileiro que nunca usei uma camisa do Brasil. Nada contra
que usa. Quero usar.
Vejam
como estou bem, lembrei agora do Collor; do presidente que caiu (caiu mesmo?). Tinha
um pouco mais de 20 anos. Não havia celular. Acho que quero descer.
NO
FIM
Orgulho disso.
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