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terça-feira, 31 de março de 2015

PASSOS NO OUTONO




 

                            Estamos outra vez no outono. A mais bela das estações! Onde as flores insistem em desgrudar, cair, dançar sob a música gerida pelo vento. Querida, novamente bela e finalmente encantadora estação.

 

                            E nela, que se relativiza, sem perder o ardor, pelos sinais do inverno, se apresenta sempre mais noturna, porque os dias assim se manifestam, num claro movimento que respeita a cadência e define a forma como deve ser.

 

                            Sobre esta dinâmica algo sempre acontece. E não tardou para que um comandante secundário, aviador de assessoria, viesse a ser o protagonista da tragédia mor da semana que passou.

 

                            Agora se conhece tudo. Da juventude ao desânimo; da aparente felicidade ao momento final de covardia (ou de coragem); da consequência sobre todos e especialmente sobre aqueles que devem experimentar a maior dor. Finalmente, sobre todas as perguntas que mais uma vez ficarão sem respostas.

 

                            Permanece o ato, o evento e a história. Nada, absolutamente nada mais. Tudo é isso e isso se resume exatamente no nada.

 

                            Renato Russo, outro que nasceu no outono, (como Cazuza, Chaplin), disse, entre tantas coisas, que tem o que ficou e “teve sorte, sorte até demais”, e também que queria “ter alguém com quem conversar; alguém que não use o que eu disse contra mim”.

 

                            Pois é, independente das palavras “sorte”, ser para mim, evidente, sinônimo de preguiça, ela é tão importante, tão necessária, que quase não serve para nada, porém, ao mesmo tempo e por outro lado, é uma das quais também o vento do outono rege.

 

 

 

NO FIM

 

                            Tudo recomeça.  

 

                           

                           

 

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