Estamos outra vez no
outono. A mais bela das estações! Onde as flores insistem em desgrudar, cair,
dançar sob a música gerida pelo vento. Querida, novamente bela e finalmente
encantadora estação.
E nela, que se
relativiza, sem perder o ardor, pelos sinais do inverno, se apresenta sempre
mais noturna, porque os dias assim se manifestam, num claro movimento que
respeita a cadência e define a forma como deve ser.
Sobre esta dinâmica
algo sempre acontece. E não tardou para que um comandante secundário, aviador de
assessoria, viesse a ser o protagonista da tragédia mor da semana que passou.
Agora se conhece
tudo. Da juventude ao desânimo; da aparente felicidade ao momento final de
covardia (ou de coragem); da consequência sobre todos e especialmente sobre
aqueles que devem experimentar a maior dor. Finalmente, sobre todas as
perguntas que mais uma vez ficarão sem respostas.
Permanece o ato, o
evento e a história. Nada, absolutamente nada mais. Tudo é isso e isso se
resume exatamente no nada.
Renato Russo, outro
que nasceu no outono, (como Cazuza, Chaplin), disse, entre tantas coisas, que
tem o que ficou e “teve sorte, sorte até demais”, e também que queria “ter alguém
com quem conversar; alguém que não use o que eu disse contra mim”.
Pois é, independente
das palavras “sorte”, ser para mim, evidente, sinônimo de preguiça, ela é tão
importante, tão necessária, que quase não serve para nada, porém, ao mesmo
tempo e por outro lado, é uma das quais também o vento do outono rege.
NO
FIM
Tudo recomeça.
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