Há muito
se fala do caos na saúde. Na inoperância do sistema, na falta de tudo; de
condições técnicas, de pessoas e, especialmente, para mim, de humanidade no
trato com os enfermos.
É
sabido, igualmente há muito tempo, que o sistema de saúde em nosso país resta
falido. Sem perspectiva de mudanças, mas continuando a ser alimentado
sistematicamente com uma gama de escândalos, tudo vai sendo levado, de um lado
para outro, como os doentes nos corredores dos hospitais.
Todavia,
quero dizer algo sobre outro setor, o qual, nada obstante se possa imaginar
diferente vejo-o exatamente igual, ou seja, doente como a saúde. Falo do
Judiciário, o último dos poderes! O Poder que todos depositam as últimas esperanças.
Infelizmente
o sistema está comprometido. A engrenagem transita numa órbita ineficaz. E, por
isso, a conta é paga por todos nós.
Estamos
todos, que trabalhamos diretamente com este Poder, muito preocupados, e não é
de hoje. O exemplo para que se tenha uma pequena ideia da condição e da
situação atual, é simplesmente olhar o caos que é uma vara da fazenda pública
em Porto Alegre. Claro, quando eu digo “olhar” indico pedir licença, porque
hoje, igualmente, você não enxerga mais nada ao chegar num cartório, porque
tudo está atrás dos muros.
Porém
isso é o menor dos problemas. A falta de pessoal, de material, de
comprometimento de um número importante de pessoas, fez com que o sistema
ficasse doente, e, pior, acometido de uma doença grave, porque entranhada nas
vísceras deste corpo, onde não será um simples antialérgico que resolverá o
problema.
A
questão, meus amigos, é muito mais séria do que se imagina. E aqui nem falo na
falta de respeito que outrora a liturgia do sistema exigia. Não se trata,
diga-se, de evolução ou retrocesso. Trata-se, sobretudo, de respeito a tudo
aquilo que um dia, todos, exatamente todos, respeitavam.
E vai
piorar!
NO FIM
Foi em
qual momento que o marinheiro errou ao içar a vela?
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