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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O JUDICIÁRIO ESTÁ DOENTE




 

 

                            Há muito se fala do caos na saúde. Na inoperância do sistema, na falta de tudo; de condições técnicas, de pessoas e, especialmente, para mim, de humanidade no trato com os enfermos.

 

                            É sabido, igualmente há muito tempo, que o sistema de saúde em nosso país resta falido. Sem perspectiva de mudanças, mas continuando a ser alimentado sistematicamente com uma gama de escândalos, tudo vai sendo levado, de um lado para outro, como os doentes nos corredores dos hospitais.

 

                            Todavia, quero dizer algo sobre outro setor, o qual, nada obstante se possa imaginar diferente vejo-o exatamente igual, ou seja, doente como a saúde. Falo do Judiciário, o último dos poderes! O Poder que todos depositam as últimas esperanças.

 

                            Infelizmente o sistema está comprometido. A engrenagem transita numa órbita ineficaz. E, por isso, a conta é paga por todos nós.

 

                            Estamos todos, que trabalhamos diretamente com este Poder, muito preocupados, e não é de hoje. O exemplo para que se tenha uma pequena ideia da condição e da situação atual, é simplesmente olhar o caos que é uma vara da fazenda pública em Porto Alegre. Claro, quando eu digo “olhar” indico pedir licença, porque hoje, igualmente, você não enxerga mais nada ao chegar num cartório, porque tudo está atrás dos muros.

 

                            Porém isso é o menor dos problemas. A falta de pessoal, de material, de comprometimento de um número importante de pessoas, fez com que o sistema ficasse doente, e, pior, acometido de uma doença grave, porque entranhada nas vísceras deste corpo, onde não será um simples antialérgico que resolverá o problema.

 

                            A questão, meus amigos, é muito mais séria do que se imagina. E aqui nem falo na falta de respeito que outrora a liturgia do sistema exigia. Não se trata, diga-se, de evolução ou retrocesso. Trata-se, sobretudo, de respeito a tudo aquilo que um dia, todos, exatamente todos, respeitavam.

 

                            E vai piorar!

 

NO FIM

 

                            Foi em qual momento que o marinheiro errou ao içar a vela?

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