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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

AO TEMPO



                             O tempo é o amortecedor dos fatos. Já disse isso aqui e também já vi isso acolá. Baliza o início e define o fim. Quero o tempo pelo tempo. Vejo a folhinha, que sempre traz uma foto, quer simples como de uma criança, quer analítica como das mensagens por muitas subliminares.
 
                            Não falo da folhinha, por certo! Analiso o tempo pelo enfoque do amadurecimento, do acúmulo daquilo que não escapa da passagem. O tempo, enfim, é por ele próprio o condutor, inclusive para absorver todos os fatos.
 
                            Neste período onde, parafraseando meu Amigo Nei Godinho, nasce a “síndrome do natal”, que também poderá ser vista por tal ângulo, vejo que o tempo se apresenta na forma especial. Por nada e por tudo. Por tudo e por nada. O tempo é patrão e também serviçal. O tempo leve a traz. Enfim, o que é o tempo?
 
                            Agora onde todos se preparam para sentar à mesa, para curtir os seus, para beber, comer, falar e, sem dúvidas, muitos fazer “coisas” pouco ortodoxas, pode ser o momento de enfrentar o tempo. Não, como de costume, sob a regra da nostalgia, ou da alegação de que “como este ano passou rápido”.  Aliás, vocês já notaram que no mês de dezembro, especialmente quando se aproxima o final do ano, o ano passa mais depressa?
 
                            Quero dizer o tempo como fio condutor da alegria, da felicidade. E existe esta tal felicidade? Talvez! Ou poderá ser ela um fenômeno episódico? Talvez! O certo é que o tempo deve ser nosso aliado, sempre. Sem nunca olvidarmos, de outro norte, que este comprometimento e fidelidade mútua sofrerão cadenciadamente com as provações. Mas, e os sinais? Nossa quanta encruzilhada. Talvez o próprio blues nos conforte. Ou nos deixe ainda mais....sei lá!
 
                            Mas de tudo isso fica a certeza da queda, do passo de dança, da ponte e da escada, e, finalmente, da procura e do encontro, como já disse Fernando Sabino.
 
NO FIM                
 
                            Boas festas, para os que as fazem comunitariamente e para quem as realiza de maneira só.

 
 
 


 

 

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