O tempo é o amortecedor dos
fatos. Já disse isso aqui e também já vi isso acolá. Baliza o início e define o
fim. Quero o tempo pelo tempo. Vejo a folhinha, que sempre traz uma foto, quer
simples como de uma criança, quer analítica como das mensagens por muitas
subliminares.
Não falo
da folhinha, por certo! Analiso o tempo pelo enfoque do amadurecimento, do
acúmulo daquilo que não escapa da passagem. O tempo, enfim, é por ele próprio o
condutor, inclusive para absorver todos os fatos.
Neste
período onde, parafraseando meu Amigo Nei Godinho, nasce a “síndrome do natal”,
que também poderá ser vista por tal ângulo, vejo que o tempo se apresenta na
forma especial. Por nada e por tudo. Por tudo e por nada. O tempo é patrão e
também serviçal. O tempo leve a traz. Enfim, o que é o tempo?
Agora
onde todos se preparam para sentar à mesa, para curtir os seus, para beber,
comer, falar e, sem dúvidas, muitos fazer “coisas” pouco ortodoxas, pode ser o
momento de enfrentar o tempo. Não, como de costume, sob a regra da nostalgia,
ou da alegação de que “como este ano passou rápido”. Aliás, vocês já notaram que no mês de
dezembro, especialmente quando se aproxima o final do ano, o ano passa mais
depressa?
Quero
dizer o tempo como fio condutor da alegria, da felicidade. E existe esta tal felicidade?
Talvez! Ou poderá ser ela um fenômeno episódico? Talvez! O certo é que o tempo
deve ser nosso aliado, sempre. Sem nunca olvidarmos, de outro norte, que este
comprometimento e fidelidade mútua sofrerão cadenciadamente com as provações.
Mas, e os sinais? Nossa quanta encruzilhada. Talvez o próprio blues nos conforte. Ou nos deixe ainda mais....sei
lá!
Mas de
tudo isso fica a certeza da queda, do passo de dança, da ponte e da escada, e,
finalmente, da procura e do encontro, como já disse Fernando Sabino.
NO FIM
Boas
festas, para os que as fazem comunitariamente e para quem as realiza de maneira
só.
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