MADNESS
Qual (is) o (s) limite (s) entre a
loucura e a razão?
Bebo na fonte sempre atual de Machado de
Assis, particularmente em O Alienista, buscando
gravitar sobre os labirintos de uma temática sempre atual.
Lembrei-me
de tudo quando assistia segunda-feira à noite, sobre os efeitos de uma
madrugada quase inglesa, o clássico de Alan Parker O Expresso da Meia Noite ou Midnight Express.
O filme,
desde o seu lançamento em 1978, seguiu a fase mais aguda e produtiva de Parker
- logo seguida por Pink Floyd The Wall-,
e traduziu um marco, um divisor pragmático sobre acontecimentos até então pouco
divulgados ao grande público, especialmente ao público “cavalo de leiteiro” que
ainda tomava banho sob o sol da ditadura.
A loucura, vista a
revisada pelo viés do “certo” e do “errado”, levada todos ao isolamento, tudo
retratado por Machado de Assis ao Alan Parker. Tudo sempre e muito atual.
O problema se
concentra quando não sem tem a certeza sobre quem é efetivamente louco ou age
em razoabilidade (louco que disfarça), sendo esta a única tradução para o
racional, ao menos aceita.
No conto de Machado de
Assis, a questão ultrapassou os métodos então utilizados, especialmente o do
isolamento e por consequência o afastamento do convívio social, e chegou a
questão da sanidade do próprio médico, o que gerou inevitavelmente uma
reviravolta sobre o que tudo estava sendo feito.
O
resultado é controvertido, mas deixa a clara sensação de que, dentro ou fora,
talvez ou insanos não sejam exatamente “os outros”.
NO FIM
Na linha
do texto, o meu time para a Copa das Confederações será o Haiti, com muito
orgulho!
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