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sexta-feira, 22 de março de 2019

O HINO



                            Tudo é polêmica. Agora é o Hino Nacional, após mais uma “furada” do colombiano, Ministro da Educação. Na verdade, não tem nada a ver com o Hino em si, mesmo que tal ingerência seja indevida sobre a competência dos estados, por exemplo. O fato é fazer (continuar) campanha eleitoral já funesta, partindo do conceito de doutrinação. Sim, a mesma que outrora era reprimida pelos atuais personagens.

                            O problema não é o Hino, que é muito bonito. O problema são as pessoas despreparadas que em delírios de poder fazem toda a confusão. Além de que, não olvidem, a grande maioria nem mesmo sabe entoá-lo ou entendê-lo. E o problema também é a mania de fazer comparações com tudo, como se a burrice pudesse ser justificada por outra burrice.

                            Salvem os móveis, porque a casa é alugada!

HOMENS LIVRO

                            Lembrei de Fahrenheit 451, romance do grande Ray Bradbury, e dos “homens livros”. Para quem não leu ainda a extraordinária obra, em síntese, o escritor cria uma espécie de “sociedade de homens” que, infringindo a lei, absorvem a leitura de livros e posteriormente os queimam. E por quê? Porque a ordem é que ninguém tenha acesso e todos os livros devem ser queimados. E quem realiza tal ato? Os bombeiros. Sim, os bombeiros são os responsáveis por encontrar e queimar os livros.

                            Logo, os homens são ao final os livros e os livros são os homens. Somente os matando é possível “matar” também os livros. Fantástico, não?

                            Hoje muitos estão sendo queimados. Não só livros, mas conceitos, formas, abraços, sorrisos, alegrias, entre tantas e tantas outras condições humanas.

                            Vejam bem.

NO FIM

                            Uma das maiores entre todas as grandes.


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