Nossa origem é a
base condutora de todo o caminho. Quem foi criado com iogurte, chocolate quente
e brioches teoricamente já nasceu em caminho pavimentado, ou, ao menos, menos
nebuloso. Outros, onde me incluo, que a travessia original veio regada a pão
caseiro, chimia, geleia, e, além das massas, a clássica polenta com molho, via
de regra, foi enfrentada alguma estrada de terra e muitos quebra-molas.
Vejam que não há
aqui qualquer preconceito, em absoluto. Cada um em seu quadrado e em sua
realidade. Aliás, em tal quesito “preconceito”, provavelmente traduz o
sentimento mais desprezível que advém de um ser humano. Mas hoje nossa
“conversa” é outra.
Todos estamos no
mesmo barco que se chama Brasil. De uma forma ou outra, quem por aqui está,
dependemos de um timoneiro. Será ele da turma do iogurte ou da polenta? Talvez
de ambas. O certo é que alguém será e logo. Estaremos na mão do quem terá como
norte repartir, ou quem vende um sonho de que tudo poderá ser resolvido ao
final com a violência. As cartas estão sendo lançadas e os balões de ensaio são
todo o dia postos à prova.
Vocês já pensaram
nas consequências de uma escolha, uma opção não racional, mas alicerçada na
emoção vinda de uma terra considerada arrasada?
Caberá aos do
iogurte com mel aos da polenta com molho feito de galinha caipira as
consequências. Além disso, e pior, é que os filhos, netos, de todos,
experimentarão o resultado nefasto de uma eventual escolha baseada no egoísmo,
no preconceito e na turva visão de um salvador, ao invés de um condutor de
ideias e de ideais.
Nesse turbilhão
lembrei da minha avó Normélia e toda sua ritualística na preparação da iguaria
a qual fomos todos nós, de lá, criados. Lindos tempos! Perigosos tempos!
NO FIM
Não esqueçamos
também da alface e, sobretudo, do radite, mas o clássico, em detrimento dos
crótons, sem preconceito.
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