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quinta-feira, 5 de julho de 2018

DROGAS



                            Li que após a entrada em vigor da legislação sobre o consumo/tráfico de drogas, só no estado de São Paulo, as prisões sobre este tema aumentaram 508%. Ou seja, houve um acréscimo na população carcerária em cinco vezes somente no quesito envolvendo entorpecentes. A estrutura para recebimento dos apenados nem de longe foi proporcional. O resultado é o colapso potencializado do sistema como todos sabemos.

                            Mas o foco do debate aqui hoje é outro. Queria trazer à reflexão se o sistema (aqui inclui legislação, repressão, prisão, família, mães, filhos, etc.) escolhido para combate e penalização quanto aos temas que envolvem “drogas” estão dando o resultado esperado ou ao menos idealizado.

                            Precisamos enfrentar especialmente tal questão, porque, simplesmente por uma análise matemática, não está dando resultado, a menos que o vertiginoso aumento no número de prisões e o lançamento em estatísticas sejam suficientes.
                            As perguntas são muitas, mas algumas são inevitáveis: a política geral de combate às drogas diminuiu a criminalidade? A mesma política diminuiu o tráfico de drogas? Temos menos consumidores que anteriormente? O Estado está conseguindo “ganhar a guerra” em relação aos traficantes? O Estado está dando o suporte necessário a todas as vítimas deste sistema?

                            Vocês encontram alguma resposta positiva a qualquer uma das indagações acima? Se você está como eu, que não vê qualquer resultado minimamente animador, é porque definitivamente nenhuma das ações deu resposta satisfatória. E se assim o é algo está fora da ordem. E, por isso, a política deverá ser mudada, sob pena de o aumento das consequências servirem tão somente para a nefasta estatística.

                            O problema é sério e grave demais para que não sejam tomadas as medidas ou ao menos alterados os focos de abordagem sobre a temática. Ficar somente em debates estéril é o mesmo que continuar varrendo para debaixo do tapete.

                            E não esqueçamos também que tudo poderá ter parte originariamente nos almoços de domingo.

NO FIM

                            As cabeças terão que evoluir, nem que com ferro e fogo.

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