Li que após a
entrada em vigor da legislação sobre o consumo/tráfico de drogas, só no estado
de São Paulo, as prisões sobre este tema aumentaram 508%. Ou seja, houve um acréscimo
na população carcerária em cinco vezes somente no quesito envolvendo
entorpecentes. A estrutura para recebimento dos apenados nem de longe foi
proporcional. O resultado é o colapso potencializado do sistema como todos
sabemos.
Mas o foco do debate
aqui hoje é outro. Queria trazer à reflexão se o sistema (aqui inclui
legislação, repressão, prisão, família, mães, filhos, etc.) escolhido para combate
e penalização quanto aos temas que envolvem “drogas” estão dando o resultado
esperado ou ao menos idealizado.
Precisamos enfrentar
especialmente tal questão, porque, simplesmente por uma análise matemática, não
está dando resultado, a menos que o vertiginoso aumento no número de prisões e
o lançamento em estatísticas sejam suficientes.
As perguntas são
muitas, mas algumas são inevitáveis: a política geral de combate às drogas
diminuiu a criminalidade? A mesma política diminuiu o tráfico de drogas? Temos
menos consumidores que anteriormente? O Estado está conseguindo “ganhar a
guerra” em relação aos traficantes? O Estado está dando o suporte necessário a
todas as vítimas deste sistema?
Vocês encontram
alguma resposta positiva a qualquer uma das indagações acima? Se você está como
eu, que não vê qualquer resultado minimamente animador, é porque
definitivamente nenhuma das ações deu resposta satisfatória. E se assim o é
algo está fora da ordem. E, por isso, a política deverá ser mudada, sob pena de
o aumento das consequências servirem tão somente para a nefasta estatística.
O problema é sério e
grave demais para que não sejam tomadas as medidas ou ao menos alterados os
focos de abordagem sobre a temática. Ficar somente em debates estéril é o mesmo
que continuar varrendo para debaixo do tapete.
E não esqueçamos
também que tudo poderá ter parte originariamente nos almoços de domingo.
NO FIM
As cabeças terão que evoluir, nem que com ferro e fogo.
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