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sexta-feira, 13 de abril de 2018

DEBATES



                            Num desses calorosos debates que envolve razão, intuição, sentimento, quintessência, julgamentos, culpa, dor, ódio, cheguei à conclusão de que minha comida predileta é massa. Sempre foi, aliás. Mas agora confesso publicamente.

                            Degustando um bom vinho e comendo um prato preparado pelo Dr. Joel, à base de charque, debatemos novamente sobre o assunto que gravita em todos os cantos: prisão do ex-presidente Lula.

                            O ponto culminante das nossas ponderações foi exatamente a (falta de) segurança jurídica das decisões emanadas em nossa Suprema Corte, igualmente conhecida como Supremo Tribunal Federal.

                            Já disse aqui, por vezes, e reiterei por lá: a Constituição Federal diz o óbvio e este é que ninguém será considerado culpado antes do trânsito em julgado (finalização de todos os recursos possíveis) da sentença penal condenatória. Está certo? Não está certo? Tudo isso pouco importa. A verdade é que o princípio é esse e final de conversa.

                            Os colegas, sempre atentos e buscando aprimorar nosso debate, ponderaram, e com muita propriedade, de que, por tal sistemática, os processos se arrastam indefinidamente e isso determina a impunidade ou uma forma de “premiação” ao crime.

                            Igualmente tais premissas, ao meu ver, não estão erradas. Pelo contrário. O fato é que “a regra do jogo” traduz um sistema processual que prevê uma gama de recursos que somado à cláusula de presunção de inocência, levam obrigatoriamente e inevitavelmente a conclusão da não culpabilidade até a solução final do processo. Isso é imutável. Contra isso é interpretação fora da regra e, portanto, fora do jogo.

                            É claro que o debate se apresenta com força em razão do personagem em destaque. Continuaremos tentando evoluir.

NO FIM

                            Agora a rapidez foi processualmente impressionante, considerando ordinariamente o que é comum.



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