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quarta-feira, 18 de abril de 2018

ADVOGADOS X CONSELHO FEDERAL DA OAB



                            Em tempos de exceção como os vividos atualmente os debates são necessários e devidos. Por consequência os embates inevitáveis.

                            Num desses o criminalista Alberto Toron  criticou o Conselho Federal da OAB, na pessoa de seu presidente, o gaúcho Claudio Lamachia, classificando aquele como “acorvardado” e em ataque direto disse que a “presidência está calada diante dos ataques contra a sociedade”.

                            O presidente do Conselho da OAB contrapôs afirmando que a “entidade não se preocupa em defender os clientes de advogados”.

                            Na tréplica, o criminalista disse: “Quem pediu para que a OAB defendesse nossos clientes? Nós só pedimos que nossa entidade, de um jeito ou de outro, se manifestasse sobre as questões postas em debate”.

                            Diversos juristas se manifestaram: Leonardo Yarochewskt (advogado e professor da PUC/MG) disse que “A sociedade e, especialmente, a OAB precisam entender definitivamente que o verdadeiro cliente do advogado criminalista é a liberdade”. Fábio Tofic (advogado e Presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa) questiona o “vazio” que precisa ser preenchido quanto a omissão da OAB frente aos advogados.  Fernando Fernandes (advogado, doutor em Ciências Políticas e mestre em Direito Penal): “Não se quer que a OAB substitua os advogados, mas defenda os direitos fundamentais”. Marcelo Nobre (advogado e ex-conselheiro do Conselho Nacional de Justiça: “O que se espera de um presidente da OAB do Brasil é que ele honre o juramento que fez quando assumiu o honroso cargo”; “É inaceitável ver um presidente da OAB desconectado das lutas democráticas e discursando de forma a agradar uma parcela de palpiteiros sem qualquer compromisso com os direitos e garantias dos brasileiros que estão sofrendo a violência estatal. Roberto Podval (advogado criminalista): “Acompanhei entristecido sua manifestação (do presidente Lamachia) em contraponto às críticas de Toron, que em síntese cobrava-lhe uma postura pró-ativa contra os abusos e excessos que temos sofrido”. E conclui: “Não precisamos que V. Sa. defenda nossos clientes, tampouco, precisamos de ajuda institucional para nossos casos, para isto nós advogados nos ajudamos reciprocamente, mas esperamos sim, que nosso bâtonnier não se perca no discurso fácil e barato da luta contra a corrupção a qualquer preço. Enfim, espero que estas poucas palavras, possam servir para acordá-lo, como um convite a dividir nossas trincheiras e para que nesses meses que findam Vosso mandato, possamos tê-lo conosco ativamente na defesa da advocacia criminal, até porque, é isto que esperamos do Presidente da OAB Federal”.

NO FIM

                            Lembram de Raymundo Faoro?                          



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