Em tempos de ódio
profundo, de polarização raivosa entre o ame ou odeie; dentro de um país
desgovernado, sem comando algum, sem horizonte político, sem amor, sem, enfim,
quase nada, se extingue pelo assassinato alguém que “tinha um lado”. E isso
renova e desenvolve novas cargas de indignação, de cólera, que se traduzem em
todas as formas possíveis de confronto.
Há também quem ache
a morte da vereadora como um mero efeito colateral. Outros, como um deputado e
uma desembargadora, sustentam que ela “não era tudo isso” e, de alguma forma,
“cavou sua própria sepultura”.
Definitivamente
estamos outra vez na época das cavernas. A vida, que deveria ser o bem mais
importante em nada importa, pois, a ira, o rancor, de quem é simplesmente
contrário às posições políticas e das causas defendidas pela vereadora negra,
da favela, e de esquerda, entende que o assassinato ao final nem foi tão
relevante assim. Fazem comparações (como se isso fosse possível), com outras
mortes, onde a comoção não existiu, para justificar que em relação a esta
execução estão dando muita manchete.
Estamos doentes. E o
pior é que esta enfermidade está ficando cada dia mais grave, não sendo
encontrado medicamentos para enfrentá-la.
Que fase!
COLORADO
O D’Ale ainda é
imprescindível, queiram ou não. Já o Patrick é o nosso novo Guinãzu. O caminho
ainda é longo, mas sempre foi assim.
STF
Escrevo exatamente
no dia em que será apreciado o habeas corpus do ex-presidente Lula no STF.
Ontem (quarta), como preliminar, presenciamos uma discussão lamentável entre
ministros, que em quase todas as sessões de digladiam. Tem até apostas de como
serão os próximos capítulos. Lembrei do Coliseu e da Roma antiga. Esse é o
clima.
NO FIM
O que eu espero? Tão
somente respeito à Constituição Federal.
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