É, de certa forma,
uma pena que o “nosso carnaval” tenha sido reduzido para apenas uma noite.
Lembro dos carnavais de quatro noites, em todos os clubes da cidade, e ainda o
aquecimento na sexta-feira que antecedia a festa toda.
O que realmente
aconteceu para que esta festa, que reputo “a mais popular e brasileira” tenha
praticamente findado por essas bandas?
Lagoa Vermelha
sempre foi referência. Muitos falam da época do Caio, dos vestidos do Paulinho,
entre tantos outros que contribuíam para que a festa acontecesse.
Outros tempos?
Talvez. Tempos em que a cadência dos músicos levava todos a circular no salão.
Não havia rodas e separação de blocos. Era tudo junto e, como já dito,
misturado.
As informações dão
conta de que não há mais o público de outrora. Isso traz prejuízo aos clubes e
desanima qualquer ação.
É uma pena.
OS DRIBLES
De todos lembro
sempre do Rivelino. Os dribles (elástico principalmente) eram desconcertantes e
deixavam o adversário envergonhado e com aquela sensação de inferioridade que o
acompanhava por todo o jogo.
Hoje os dribles (até
elásticos) que mais chamam a atenção do povo, são outros. São aqueles que
institucionalizam uma prática nefasta que favorece somente as camadas mais
favorecidas. A ordem é inversa. As explicações não se sustentam. É confessado
que o objetivo é outro. Questionam bolsas e se calam aos auxílios. É a lei do
mais forte. Talvez Darwin explique. A sensação de vergonha permanece. Mais isso
adianta alguma coisa?
NO FIM
Navegamos em águas
perigosas.
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