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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

CARNAVAL


                            É, de certa forma, uma pena que o “nosso carnaval” tenha sido reduzido para apenas uma noite. Lembro dos carnavais de quatro noites, em todos os clubes da cidade, e ainda o aquecimento na sexta-feira que antecedia a festa toda.

                            O que realmente aconteceu para que esta festa, que reputo “a mais popular e brasileira” tenha praticamente findado por essas bandas?

                            Lagoa Vermelha sempre foi referência. Muitos falam da época do Caio, dos vestidos do Paulinho, entre tantos outros que contribuíam para que a festa acontecesse.

                            Outros tempos? Talvez. Tempos em que a cadência dos músicos levava todos a circular no salão. Não havia rodas e separação de blocos. Era tudo junto e, como já dito, misturado.

                            As informações dão conta de que não há mais o público de outrora. Isso traz prejuízo aos clubes e desanima qualquer ação.

                            É uma pena.

OS DRIBLES

                            De todos lembro sempre do Rivelino. Os dribles (elástico principalmente) eram desconcertantes e deixavam o adversário envergonhado e com aquela sensação de inferioridade que o acompanhava por todo o jogo.

                            Hoje os dribles (até elásticos) que mais chamam a atenção do povo, são outros. São aqueles que institucionalizam uma prática nefasta que favorece somente as camadas mais favorecidas. A ordem é inversa. As explicações não se sustentam. É confessado que o objetivo é outro. Questionam bolsas e se calam aos auxílios. É a lei do mais forte. Talvez Darwin explique. A sensação de vergonha permanece. Mais isso adianta alguma coisa?

NO FIM

                            Navegamos em águas perigosas.




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