Claro, apesar de não
poder ter comparecido à janta promovida pelo Rodrigo e desfrutar também da
companhia dos amigos Joel, Aldoir e Ademar, onde dentro do universo de assuntos
explorados sempre damos pinceladas na democracia (ou falta dela); na filosofia
cotidiana, no futebol, na antropologia social e principalmente nas amenidades
que sopram e ecoam das amizades, recuperei um pouco do combustível perdido já
neste início de ano.
Primeiramente fiz
uma turnê gastronômica: do pato no tucupi, passando pelo tacacá até chegar a
tudo o que é preparado com jambu, inclusive a cachaça que “amortece” também a
língua.
Gravitei
pela cultura, conversei com pessoas, visitei alguns pontos e ao final trouxe na
bagagem muitas histórias, as quais, para mim, valem mais do que qualquer coisa.
Fazia muito tempo
que não via tantos policiais na rua, dando uma sensação (que já tinha até
esquecido) de proteção. Fazia igualmente um razoável tempo em que não trocava
pequenas ideias, singelos e sinceros cumprimentos e repartia experiências
mundanas. Recebia frases que não tinham mais fim. E a razão era simplesmente
falar. Não passava unicamente de um agrado.
Gostei demais do
local em que visitei. Sim, até esteticamente a beleza se concentrava nos
prédios históricos, por vezes nem tão conservados assim. Entretanto, o que é
uma construção quando se tem um povo agradável, especialmente dentro das
precárias condições inclusive de saneamento básico.
Esse Brasil é tão
lindo e tem tanto a explorar que chega até preocupar, fazendo nascer uma
saudade daquilo que provavelmente nem mesmo poderei conhecer.
Claro que deixei
alguma coisa para trás. Não comi açaí com peixe, por exemplo. Mas foi
estratégia, pois voltarei sim naquele lugar, nem que seja simplesmente para
outra vez receber cumprimentos sinceros.
NO FIM
E a chuva vinha três
vezes ao dia.
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