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quarta-feira, 8 de março de 2017

COMBUSTÍVEL E JAMBU




                            Claro, apesar de não poder ter comparecido à janta promovida pelo Rodrigo e desfrutar também da companhia dos amigos Joel, Aldoir e Ademar, onde dentro do universo de assuntos explorados sempre damos pinceladas na democracia (ou falta dela); na filosofia cotidiana, no futebol, na antropologia social e principalmente nas amenidades que sopram e ecoam das amizades, recuperei um pouco do combustível perdido já neste início de ano.

                            Primeiramente fiz uma turnê gastronômica: do pato no tucupi, passando pelo tacacá até chegar a tudo o que é preparado com jambu, inclusive a cachaça que “amortece” também a língua.

                            Gravitei pela cultura, conversei com pessoas, visitei alguns pontos e ao final trouxe na bagagem muitas histórias, as quais, para mim, valem mais do que qualquer coisa.

                            Fazia muito tempo que não via tantos policiais na rua, dando uma sensação (que já tinha até esquecido) de proteção. Fazia igualmente um razoável tempo em que não trocava pequenas ideias, singelos e sinceros cumprimentos e repartia experiências mundanas. Recebia frases que não tinham mais fim. E a razão era simplesmente falar. Não passava unicamente de um agrado.

                            Gostei demais do local em que visitei. Sim, até esteticamente a beleza se concentrava nos prédios históricos, por vezes nem tão conservados assim. Entretanto, o que é uma construção quando se tem um povo agradável, especialmente dentro das precárias condições inclusive de saneamento básico.

                            Esse Brasil é tão lindo e tem tanto a explorar que chega até preocupar, fazendo nascer uma saudade daquilo que provavelmente nem mesmo poderei conhecer.

                            Claro que deixei alguma coisa para trás. Não comi açaí com peixe, por exemplo. Mas foi estratégia, pois voltarei sim naquele lugar, nem que seja simplesmente para outra vez receber cumprimentos sinceros.

NO FIM

                            E a chuva vinha três vezes ao dia.

 

 

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