Gosto de conversar
com pessoas e de modo especial com as pessoas do campo, onde ainda a vida tem
outro ritmo.
Visitei no interior
do município de Nova Araça uma pequena propriedade rural. Lá há um açude, com
muitas variedades de peixes; há um parreiral, que já teve mudas importadas da
França (cabernet sauvignon e chardonnay), mas hoje extintas; e um alambique
ainda circunstancialmente desativado, porém com uma adega com cachaças
produzidas no mesmo local e armazenadas em carvalho há mais de 12 anos.
Conheci os
proprietários naquela oportunidade levado por seu filho. Levaram-me por dentro
da pequena indústria, de modo que pode visualizar tudo, do forno antigo para
fazer pão, passando pelas enormes mesas de uma madeira que desconheço e
adentrando no local propriamente dito.
Fui ciceroneado pelo
casal que muito gentilmente retiraram de um grande recipiente uma garrafa
daquela aguardente, guardada estrategicamente e utilizado, sei bem, em momentos
particulares e especiais. Até a garrafa era nova.
Não sabia como
agradecer, pois conheci as pessoas naquele momento e trataram-me como se fosse “de
casa”, conforme dizem ainda os interioranos.
Caminhei mais um
pouco, aguardando ser acondicionada a garrafa para “viagem” e tive uma bela e
reconfortante sensação que só uma genuína gentileza pode proporcionar.
Foi dito que o
proprietário recém convalescia de uma importante doença. Isso não foi, absolutamente,
motivo de qualquer empecilho para refletir o prazer em comigo caminhar alegremente
por meio às árvores e apreciar tudo aquilo que somente a natureza e pessoas
boas e do bem podem proporcionar.
Sai do local
renovado. Claro, recebi um regalo que por si só já traduz o tamanho da
consideração que tiveram com um desconhecido. Recebi da mesma forma, lições de
vida em menos de 15 minutos de um descontraído papo. Fui muito feliz naquele
dia.
NO FIM
Seja simples.
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