Eu até aprecio o
frio e suas consequências. Porém, estas direcionadas ao caráter etílico e
gastronômico, sem deixar, é claro, a lenha e o fogo de lado.
Já disse, escrevi,
propalei, discuti, mas nunca vou deixar de retornar ao critério mais humano do
frio: o isolamento e naturalmente a tristeza. Sei, pode ser dito, e é verdade
sob certo aspecto, que o frio aproxima pessoas naturalmente. Eu penso exatamente
o contrário: o frio isola. Faz com que busquemos não sair de casa (mais ainda);
que seja evitada ao máximo a circulação em detrimento da acomodação e do
aconchego.
Sei, a resposta pode
estar na barba branca. Contudo, a prova são os povos de regiões polares ou
mesmo do velho mundo em relação aos países tropicais. Quem é mais despojado e
via de regra inclinado à felicidade?
O
frio e seus atributos é companheiro da solidão. O fogo que aquece não retira a
inclinação ao desapego. O humano, talvez ainda mais humano, não supera esta
barreira.
A música
provavelmente é uma saída e trará lições. Esta também é a vida.
SEI
Foi o Prince e agora
o Billy Paul. Muitos ficaram; em compensação. Não é possível esquecer o Me And
Mrs. Jones e Your Song. Sugiro e muito!
NO FIM
F. Scott Fitzgerald em o Grande Gatsby: “Um fato fundamental da vida é que
qualidades como decência e dignidade são distribuídas aos homens com grande
desigualdade ao nascerem”.
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