A dicotomia entre o pequeno e o grande,
ou entre a pequenez e a grandeza, pode também balizar o enfrentamento de
situações mundanas. Ou seja, o aspecto pode indicar isso e também aquilo, se é
que me entendem.
Geralmente o pequeno tem em sua essência
o nada. Seu campo de ação é exclusivo. Utiliza-se oportunistamente de situações
criadas para, como ventríloquo, atacar, pouco sabendo ele que seu eco não passa
de metro da sua boca.
Já o grande, o verdadeiro, pelo
contrário, se apresenta como pequeno e por isso torna-se maior ainda. O grande
sabe que é grande. Sabe que não precisa de nada além de ser aquilo que ele é.
Isso tudo faz parte da natureza, o que,
todavia, não descaracteriza um ou outro, somente faz com que os pequenos fiquem
menores e os grandes, que são pequenos nos atos, ainda maiores.
TRAGÉDIAS
Dois atos distintos: terrorismo (Paris), planejado, premeditado e com o
objetivo único de aterrorizar; imprudência, negligência e ganância (Minas
Gerais), somado ao descaso e resposta da natureza. Ambos terríveis e de consequências
devastadoras. Um não anula o outro, pelo contrário, de certa forma se cruzam.
Portanto, evitar "escalas de tragédias" e classificação para
emprestar solidariedade, fazendo disso uma "competição" é no mínimo
falta de bom senso, para não dizer mais nada.
NO FIM
Um
aperto de mãos pode derrubar muros.
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