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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O PEQUENO E O GRANDE




 

                            A dicotomia entre o pequeno e o grande, ou entre a pequenez e a grandeza, pode também balizar o enfrentamento de situações mundanas. Ou seja, o aspecto pode indicar isso e também aquilo, se é que me entendem.

 

                            Geralmente o pequeno tem em sua essência o nada. Seu campo de ação é exclusivo. Utiliza-se oportunistamente de situações criadas para, como ventríloquo, atacar, pouco sabendo ele que seu eco não passa de metro da sua boca.

 

                            Já o grande, o verdadeiro, pelo contrário, se apresenta como pequeno e por isso torna-se maior ainda. O grande sabe que é grande. Sabe que não precisa de nada além de ser aquilo que ele é.

 

                            Isso tudo faz parte da natureza, o que, todavia, não descaracteriza um ou outro, somente faz com que os pequenos fiquem menores e os grandes, que são pequenos nos atos, ainda maiores.

 

 

TRAGÉDIAS

 

                            Dois atos distintos: terrorismo (Paris), planejado, premeditado e com o objetivo único de aterrorizar; imprudência, negligência e ganância (Minas Gerais), somado ao descaso e resposta da natureza. Ambos terríveis e de consequências devastadoras. Um não anula o outro, pelo contrário, de certa forma se cruzam. Portanto, evitar "escalas de tragédias" e classificação para emprestar solidariedade, fazendo disso uma "competição" é no mínimo falta de bom senso, para não dizer mais nada.

 

NO FIM

                            Um aperto de mãos pode derrubar muros.                           

 

 

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