NATUREZA
SELVAGEM
Após inserções periféricas sobre todas as razões humanas que vieram à baila,
rodeado de amigos, sob a tutela de sensações promovidas pela adstringência, as quais foram muitas,
entre porções de queijos, de quatro queijos, de um legítimo produto de origem
suína, conhecido também como salame e copa, taças novas, minuano natural e à
espera do inverno, muitas conclusões afloraram.
Talvez o limite razoável sobre as combinações alertadas tenha sido superado,
muito superado provavelmente. Entretanto, é possivelmente nestas horas que o
desprendimento ao alicerce mundano autorize todas as mesmas razões, que se
perseguidas em estado convencional nunca serão alcançadas.
Trouxe à mesa um clássico: Os Sofrimentos do Jovem Wether de Goethe. Obra literária marco do romantismo e que, pela sua
profundidade e realismo, mesmo que romântico em sua forma e essência teve a si
atribuído a responsabilidade por uma leva de suicídios no continente europeu.
Uma história contada em cartas, resumida a uma paixão impossível onde o limite
é a morte, após uma negação a um mundo que desconhece os valores emocionais.
Entre tantas nuances o amor platônico e a resolução da paixão pelo extremo tudo
ficou mais claro.
Claro que flutuamos por questões sazonais, intrínsecas a solução. Porém,
ninguém ousou negar a matriz que regula esta engrenagem. Todos reconheceram o sofrimento e a sua existência.
Já vencida mais da metade da noite, passando pelo acréscimo de uma goibada, que
provavelmente salvou a todos, com as mantas defendendo as orelhas, cheguei a
conclusão de que toda a discussão estava, outra vez, apenas começando, com seus
contornos primários ainda pendentes de farquejamento, que iria certamente
demorar.
Próximos capítulos virão, com os acréscimos normais e alguns pinçados de
maneira pontual.
NO FIM
Fico, por enquanto, com o Tim Maia em inglês: I love you, girl e To fall in
love, em especial.
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