EXEMPLOS, OU NÃO?
De um senso mediano, com regramento ditado pelo que é considerado socialmente correto, pondero sobre o que é paradigma para todos os efeitos.
O “acomodamento” da e em sociedade, a forma dos relacionamentos e os critério que balizam o certo e o errado, indicam as pedras sobre as quais deveremos pisar, para não chegar ao ponto de ficarmos molhados.
A reverência, por exemplo, a um jogador de futebol, a um artista de cinema ou a um cantor, ultrapassam o aludido regramento ou ao “ponto social de corte”.
Um artista ou um cantor, sendo ele privilegiado pelas condições de fazer bem o que ele faz, pouco importa sua vida fora do trabalho. Ou melhor, isso importa para fomentar ainda mais sua condição. O fato do contato com produtos considerados ilícitos como fuga da realidade ou mesmo a utilização de produtos lícitos, como o fez, e muito, o grande doutor Sócrates, em absolutamente nada abala sua condição, pelo contrário, ficará “mais ídolo ainda”.
Por que a sociedade é assim? Refazendo a pergunta, com aprimoramento: Por que as pessoas são assim? Vale como engrandecimento do ídolo, contudo não vale na missa das seis!
A hipocrisia e a dissimulação imperam sob todos os aspectos. Mas, a atitude está errada? O fã está vendo o idolatrado a partir do que ele lhe traz de contribuição ou deverá, antes disso, ver e analisar a ficha corrida do artista? Ou, gosto desta música, porém o cantor é adepto a entorpecentes lícitos e ilícitos. Assim, não gostarei mais da música dele! É incrível, mas não é assim?
Não poderá bater palmas para quem é um exemplo negativo. O que será dos meus com um paradigma desses? Agora, enganar, mentir, lograr, ir na missa das seis, depois disso tudo, pode, porque a regra permite.
Portanto, o cuidado na emissão de valores ao vento deve respeitar todas as tormentas.
NO FIM
Humildemente queria mandar um abraço ao D`Alessandro, estendido ao André, ao Carlos e ao Sinclair.
RETROSPECTIVA
O que é mais enfadonho: músicas de natal, sempre requentadas, ou artistas da Globo cantando? Começa o período do ridículo. De fazer força para “emocionar”. De trazer a sensibilidade à discussão. Acho engraçado.
Talvez, alguém poderá pensar: que falta de amor no coração? Bom, se amor no coração for a contaminação pelas marchinhas de natal/final de ano e por artistas fazendo força para que o público seja levado às lágrimas, definitivamente não tenho amor algum.
Tudo é ordinariamente apimentado pela retrospectiva das tragédias. Ah, isso é aguardado com emoção. Aquele acidente. Aquele crime. Aquela mãe desnaturada. Aquele filho...aqueles...aqueles.
E a espera, a contagem regressiva para o ano novo. Esta parte é extraordinariamente fantástica. Todos com os olhos parados, em frente aos aparelhos de televisão, aguardando que o relógio deles diga quando poderemos pular, abraçar, enfim dizer: que tudo seja melhor, a partir de agora.
A cultura é esta e não serei eu, obviamente, que terei a mínima pretensão de tentar mudá-la. Mas, que é um ritual sem graça, sem a mínima alternativa, senão de buscar o encontro com um relaxante estomacal no dia seguinte, isso é.
De toda sorte, a parte importante, ou que realmente vale a pena, é o encontro. A liturgia do encontro familiar é o que efetivamente vale. Não pelos doces ou salgados (ou também por eles). Mas pela simplicidade do abraço, efusivo ou descompromissado; da lembrança que ele ainda existe.
Quando era pequeno, lá pelos idos da segunda grande guerra, não conseguia entender o motivo pelo qual meu vô Mário e minha vó Normélia, logo em seguida à ceia, antes do badalar da meia-noite, cumprimentavam a todos e iam dormir. Como isso seria possível? Não esperar a “virada”! Não poderia acreditar que isso fosse possível.
Talvez hoje ou, certamente, hoje consigo fazer a exata leitura do ato de meus avós.
NO FIM
Amigo Joel, é o nosso coração que pulsa e deverá continuar assim, eu espero, por muitas e muitas “viradas”.
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